Brasil: Tribunal obriga ONG Católicas pelo Direito de Decidir a mudar de nome

| 4 Nov 2020

catolicas pelo direito de decidir (1)

A organização existe desde 1993 e é congénere de outras 11 associações em todo o mundo; agora, planeia recorrer. Foto © Católicas pelo Direito de Decidir.

 

Um tribunal de São Paulo proibiu a associação Católicas pelo Direito de Decidir, feminista e pró-aborto nos casos já previstos na lei (anencefalia, risco de morte da mãe e violação), de utilizar a palavra “católicas” no seu nome, alegando que a finalidade da instituição “revela incompatibilidade com os valores adotados pela Igreja Católica”, noticiaram vários meios de comunicação brasileiros.

A sentença sublinha que a organização não governamental (ONG) “não possui autorização para usar a expressão católica, o que é necessário pelo código de direito canónico”. De acordo com o desembargador José Carlos Ferreira Alves, que analisou o caso, “não é minimamente racional e lógico o uso da expressão ‘católicas’ por uma entidade que combate o catolicismo concretamente com ideias e pautas claramente antagónicas a ele”. A associação terá, assim, de alterar o seu nome no prazo de 15 dias, data a partir da qual passará a pagar uma multa diária de mil reais (cerca de 150 euros) caso não o faça.

A decisão surge na sequência de uma ação interposta pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, uma organização católica ultraconservadora, que acusou a ONG Católicas pelo Direito de Decidir de ter “a pretensão de implementar uma agenda progressista e anticatólica entre os católicos”.

Em comunicado, a associação, que existe desde 1993 e é congénere de outras 11 associações em todo o mundo, informa que não foi notificada oficialmente da decisão e que “tomou conhecimento da mesma através da imprensa”. A ONG diz ainda que tomará as medidas possíveis “após o recebimento da decisão judicial”, planeando recorrer.

A organização lançou entretanto uma campanha de recolha de assinaturas de associações que contestem a decisão do juiz.

 

Santuário de São João Paulo II, nos EUA, vai tapar obras de arte de Rupnik

Para "dar prioridade às vítimas"

Santuário de São João Paulo II, nos EUA, vai tapar obras de arte de Rupnik novidade

Os Cavaleiros de Colombo, maior organização leiga católica do mundo, anunciaram esta quinta-feira,11 de julho, que irão cobrir os mosaicos da autoria do padre Marko Rupnik, acusado de abusos sexuais e de poder, que decoram as duas capelas do Santuário Nacional de São João Paulo II, em Washington, e a capela da sede da organização em New Haven, Connecticut (EUA). A decisão, inédita na Igreja, surge uma semana depois de o bispo de Lourdes ter admitido considerar que os mosaicos do padre e artista esloveno que decoram o santuário mariano francês acabarão por ter de ser retirados.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

“E tu, falas com Jesus?”

“E tu, falas com Jesus?” novidade

Em matéria de teologia, tendo a sentir-me mais próxima do meu neto X, 6 anos, do que da minha neta F, de 4. Ambos vivem com os pais e uma irmã mais nova em Londres. Conto dois episódios, para perceberem onde quero chegar. Um dia, à hora de deitar, o X contou à mãe que estava “desapontado” com o seu dia. Porquê? Porque não encontrara o cromo do Viktor Gyokeres, jogador do Sporting, um dos seus ídolos do futebol; procurou por todo o lado, desaparecera. Até pedira “a Jesus” para o cromo aparecer, mas não resultou. [Texto de Ana Nunes de Almeida]

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This