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Algumas das religiosas de clausura do mosteiro carmelita de Glumslöv em diálogo com os jornalistas. Foto Direitos reservados
Algumas das 13 religiosas de clausura do mosteiro carmelita de Glumslöv em diálogo com os jornalistas. Foto: Direitos reservados

Na Suécia

Busca espiritual gera interesse por monjas católicas contemplativas

| 25/12/2025

Num país onde os católicos representam menos de dois por cento da população e as ordens contemplativas estão escassamente presentes, o modo de vida em três mosteiros no sul da Suécia têm suscitado interesse, mas também reprovação. Um dos exemplos é o mosteiro carmelita de Glumslöv, onde habitam 13 religiosas, cuja “principal missão é a oração contemplativa”, indica o Vatican News, o portal de informação da Santa Sé.

O contacto destas irmãs com o exterior é escasso. “As visitas familiares estão limitadas a sete dias por ano” e a comunicação acontece, sobretudo, “por carta”, sendo que “o aumento dos custos de correio torna-a mais difícil”. As notícias são dadas à comunidade pela madre prioresa e pelas visitas ocasionais. Alguns dos vizinhos do mosteiro “têm uma atitude positiva” em relação à vida das irmãs, mas outros reprovam o toque dos sinos e usam expressões pouco abonatórias sobre a fé e o catolicismo.

No mosteiro dominicano de Rögle residem apenas quatro irmãs, mas, aos domingos, a igreja é visitada por pessoas que ali pernoitam. A irmã Verónica, uma dominicana citada pelo Vatican News, refere que “muitos” dos visitantes não são católicos. “Eles dizem: não sei quem sou. Desejo o silêncio, quero encontrar-me”, refere a religiosa. “As pessoas não vêm porque procuram a Igreja Católica. Vêm porque se procuram a si mesmas”, afirma a irmã, originária de Paris e a única estrangeira da comunidade.

No mosteiro beneditino Heliga Hjärtas vivem 14 monjas. São elas que gerem a “Casa do silêncio”. Segundo a mesma fonte, naquele espaço “são acolhidos indivíduos e pequenos grupos, muitas vezes pessoas sem vínculos religiosos, mas animadas por um desejo espiritual”. A irmã Katharina afirma que muitos dos que ali chegam “nem sequer sabem o que procuram”. No entanto, é no mosteiro que “encontram algo que os sensibiliza”, refere. “Muitas vezes dizem que vêm para descansar e ouvir a oração.”

De acordo com o Vatican News, a procura por aquele espaço “é superior à capacidade”. A irmã Katharina caracteriza os que chegam a Heliga Hjärtas: “Muitos trabalham no setor da saúde ou da educação. Sentem-se exaustos, vazios. Dizem: ‘Aqui podemos falar de coisas importantes.’” Apesar de atualmente não haver noviças, é grande a esperança de novas vocações, uma vez que há interesse pela vida monástica. “Não devemos fazer grandes coisas. É suficiente viver com Cristo e irradiá-lo através da nossa vida”, considera a irmã Katharina.

 

Texto redigido por Juliana Batista/revista Fátima Missionária, ao abrigo da parceria com o 7MARGENS.

 

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