Queixa de D. Jorge Ortiga

Câmara de Braga não reconhece a importância da Arquidiocese

| 4 Jan 2022

Jorge Ortiga, arcebispo emérito de Braga. Foto DACS Departamento Arquidiocesano para as Comunicações Sociais)

 

O arcebispo emérito de Braga, agora administrador apostólico, Jorge Ortiga, fez duras críticas à Câmara Municipal de Braga, acusando-a de marginalizar a Arquidiocese, nomeadamente no processo de candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura.

Jorge Ortiga disse mesmo, numa entrevista que deu ao Diário do Minho, que esta é “uma mágoa muito grande” que leva consigo, quando abandonar as funções em 13 de fevereiro próximo, dia em que será empossado o novo arcebispo, D. José Cordeiro.

Os entrevistadores classificaram como um “braço de ferro” a relação entre as duas partes que ultimamente tem estado na praça pública por um problema de facilidade de estacionamento junto à Sé, por parte de quem pretende participar na celebração dominical. Aparentemente a questão é mais séria. Aparentemente essa não será a principal queixa do lado da Igreja.

O arcebispo emérito recorda que “houve um tempo em que a Arquidiocese era considerada por aquilo que era e fazia” e “tem uma história que é preciso respeitar”. Hoje, as coisas não são assim: “Não posso dizer que seja desconsiderada, mas falta muito diálogo”, apesar de o ter tentado “milhentas vezes”, sem resposta, segundo o responsável eclesiástico de Braga.

E passa a enumerar algumas das queixas, perguntando: “O que é a Capital Europeia da Cultura sem a presença da Arquidiocese? O património, material e imaterial faz parte da cultura ou não faz? Será que património são essas festinhas que se fazem? Qual a razão de a Igreja de Braga não estar presente na [comissão de candidatura à] Capital Europeia da Cultura?”.

À pergunta sobre se está previsto que o património material e imaterial da Igreja seja utilizado nessa candidatura, Jorge Ortiga combina o suspense e a ironia na resposta que dá: “Veremos, Veremos. Já não será comigo. Quando eu sair, as coisas vão correr melhor.” E vai dizendo que foi, entretanto, marcado um encontro com a Câmara “para dar conta desta tristeza”.

“Não me senti muito bispo de palácio”

A entrevista do Diário do Minho tratou de muitos outros aspetos da ação pastoral do ex-arcebispo, com destaque para a sua ação e intervenção no campo social. Caraterizou deste modo a sua ação: “Creio que o meu episcopado pode ser classificado pela proximidade das pessoas. Não me senti muito bispo de palácio. Andei mais fora do que dentro, mais em contacto com as pessoas, incluindo com os padres. Não fugi às pessoas.”

Nesta área, recordou a sua ligação à problemática da injustiça e da desigualdade, desde o início da vida de padre, sublinhou uma linha de continuidade na atenção da Igreja aos mais desfavorecidos e admitiu que hoje, apesar de tudo, há mais instituições a intervir. Mas sublinhou a necessidade de desenvolver mais a articulação entre essas instituições.

 

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