Monumento e jardim aberto ao público

Capela dos Coimbras, aberta ao público, quer ser “ex-líbris” de Braga

| 30 Jul 2021

O exterior da Capela dos Coimbras, em Braga. Foto © Capela dos Coimbras

 

A capela privada mais antiga de Braga, localizada no centro histórico da cidade e que está classificada como monumento nacional, abriu ao público esta quarta-feira, 28 de julho. Os seus proprietários querem torná-la um ponto de paragem obrigatório de Braga, “quer pelo valor patrimonial e artístico que encerra, quer pelo seu jardim com esplanada, onde a partir de agora é possível usufruir do espaço, assistir a concertos e outras iniciativas culturais ou tomar alguma refeição ligeira.

“A recuperação desta Capela e sua Torre, ímpares na cidade de Braga, provém de uma ideia antiga nossa que se transformou numa vontade partilhada com muitas outras pessoas e entidades”, explica Rodrigo de Coimbra Lencastre, administrador do Morgadio dos Coimbras e descendente de D. João de Coimbra, vigário-geral da diocese de Braga, que no início do século XVI mandou edificar a capela. “Voltar a partilhar com a comunidade este magnífico património artístico e arquitetónico e sua espiritualidade e beleza ascética” era um dos grandes objetivos da família, sublinha, citado num comunicado enviado ao 7MARGENS.

Edificada entre 1525 e 1528, a capela foi classificada como Monumento Nacional a 16 de junho de 1910. Terá sido concebida pelo Mestre João de Castilho, considerado um dos maiores arquitetos do século XVI e um dos grandes da Europa do Renascimento, que muito contribuiu para a afirmação deste estilo em Portugal. Castilho está ligado não só à Capela dos Coimbras, como a outros cinco monumentos classificados pela UNESCO como Património Mundial (Mosteiro dos Jerónimos, Convento de Cristo, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha e Fortaleza de Mazagão).

No interior da Capela, que foi sujeita a uma intervenção de conservação e restauro, destacam-se um retábulo de pedra renascentista e um conjunto escultórico com imagens calcárias em tamanho real, atribuídos a João de Ruão (século XVI) e vários painéis azulejares setecentistas (1710 /1720), com temáticas alusivas ao livro do Génesis, da autoria do mestre azulejista P.M.P.

Processo de conservação e restauro do interior da Capela dos Coimbras. Foto © Capela dos Coimbras

 

Até Outubro, será aberto o Café-Museu como “espaço de cultura, de exposição, de tertúlia, e que permitirá, durante os meses em que chove e faz mais frio, melhor acolher quem nos visita”, explica Luís Aguiar Campos, da Signinum, empresa que liderou o processo de restauro. Ao mesmo tempo, serão objecto de restauro também os exteriores. O mesmo responsável acrescenta que, enquanto durarem as obras, será possível aos visitantes subir aos andaimes, o que permitirá acompanhar de perto os trabalhos de conservação e ter uma vista diferente sobre a cidade.

No jardim por trás da capela foi instalado um café com esplanada, onde podem decorrer concertos, apresentações de livros e outras actividades culturais. A Capela pode ser visitada todos os dias, das 9h30 às 18h30. O jardim e a esplanada funcionarão até às 23h.

 

Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal

Intervenção de Borges de Pinho na CEP

Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal novidade

Há quem continue a pensar que sinodalidade é mais uma “palavra de moda”, que perderá a sua relevância com o tempo. Esquece-se, porventura, que já há décadas falamos repetidamente de comunhão, corresponsabilidade e participação. Sobretudo, ignoram-se os princípios fundacionais e fundantes da Igreja e os critérios que daí decorrem para o ser cristão e a vida eclesial.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

De 1 a 31 de Julho

Helpo promove oficina de voluntariado internacional

  Encerram nesta sexta-feira, 24 de Junho, as inscrições para a Oficina de Voluntariado Internacional da Helpo, que decorre entre 1 e 3 de Julho. A iniciativa é aberta a quem se pretenda candidatar ao Programa de Voluntariado da Organização Não Governamental para...

António Vaz Pinto (1942-2022): o padre dinamizador

Jesuíta morreu aos 80 anos

António Vaz Pinto (1942-2022): o padre dinamizador

Por onde passou lançava projectos, dinamizava equipas, deixava-as a seguir para partir para outras aventuras, sempre com a mesma atitude. Poucos dias antes de completar 80 anos, no passado dia 2 de Junho, dizia na que seria a última entrevista que, se morresse daí a dias, morreria “de papo cheio”. Assim foi: o padre jesuíta António Vaz Pinto, nascido em 1942 em Arouca, 11º de 12 irmãos, morreu nesta sexta-feira, 1 de Julho, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado desde o dia 8, na sequência de um tumor pulmonar que foi diagnosticado nessa altura.

Abusos sexuais: “Senti que não acreditavam em mim”

Testemunho de uma mulher vítima

Abusos sexuais: “Senti que não acreditavam em mim”

Na conferência de imprensa da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa, que decorreu quinta-feira, 30 de junho, em Lisboa, foram lidos três testemunhos de vítimas de abusos, cujo anonimato foi mantido. Num dos casos, uma mulher de 50 anos fala do trauma que os abusos sofridos lhe deixaram e de como decidiu contar a sua história a um bispo, sentindo ainda assim que a sua versão não era plenamente aceite como verdadeira.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This