Capitã do “Sea-Watch 3” libertada pelo tribunal

| 4 Jul 19

A página da campanha de apoio a Carola Rackete, pouco depois das zero horas desta quinta-feira, 4 de Julho

 

A alemã Carola Rackete, capitã do navio da ONG germânica Sea-Watch que atracou sem autorização em território italiano com mais de meia centena de migrantes resgatados do mar Mediterrâneo, saiu em liberdade por decisão do tribunal de Agrigento (Sicília, Itália).

O órgão judicial daquela cidade siciliana entendeu, terça-feira, 2 de Julho, que não houve crime de “resistência e violência a um navio de guerra”, cita o canal de televisão Euronews. O barco-patrulha abalroado pela embarcação humanitária não se tratava de um navio militar.

O juiz também considerou infundado a acusação de resistência às autoridades, considerando que Carola Rackete agiu em cumprimento do dever.

A activista entrou no porto em Lampedusa (pequena ilha no sul de Itália) para desembarcar migrantes que estavam à espera, há cerca de duas semanas no mar, em condições de saúde precárias.

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, reagiu com indignação através da rede social Facebook dizendo que não tem palavras para classificar esta decisão e que tem vergonha daqueles que permitem que os estrangeiros possam desobedecer à lei e pôr em risco as autoridades.

O país acolheu inicialmente os 11 migrantes mais vulneráveis trazidos pelo Sea-Watch 3 de um total de 53. Os restantes 42 aguardam por uma decisão, mas várias cidades da Alemanha e a diocese católica italiana de Turim já se manifestaram abertas a receber aquelas pessoas.

Na Internet, uma petição de apoio a Carola Rackete contava já, depois das zero horas desta quinta-feira, 4 de Julho, com mais de 93 mil subscritores, num processo que tem vários pontos em comum com o que está a ser vivido pelo activista português Miguel Duarte e outros nove companheiros.

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