Milhares no 13 de Outubro em Fátima

Cardeal brasileiro pede atenção aos sofrimentos dos mais fragilizados

| 13 Out 21

fatima 13 outubro cardeal sergio rocha foto c santuario de fatima

Foi a primeira vez desde há dois anos que voltaram a ver-se dezenas de milhar de pessoas em Fátima numa importante peregrinação. Foto © Santuário de Fátima.

 

O cardeal brasileiro Sérgio da Rocha, arcebispo de Salvador da Bahia, afirmou em Fátima na manhã desta quarta-feira, 13, que os cristãos não podem “ficar indiferentes aos sofrimentos do próximo, especialmente do próximo mais necessitado e fragilizado”.

“A vida, a dignidade de cada pessoa necessitam ser reconhecidas, defendidas, promovidas, pelos que oram no templo e pelos que formam o templo vivo do Senhor, sem excluir ninguém de nosso amor fraterno”, afirmou ainda, na homilia da missa conclusiva da peregrinação de 12-13 de Outubro.

O cardeal brasileiro começou por recordar os “que mais sofrem as consequências da pandemia, os enfermos, os pobres, as famílias enlutadas e todos os que se encontram mais fragilizados”, homenageando ainda, “com especial estima e gratidão”, os profissionais de saúde, os que tratam de doentes nos hospitais e em casa, com “dedicação e generosidade”, e os que têm trabalhado na “vacinação portadora de esperança”.

O elogio da vacinação já tinha estado presente na véspera, nas suas declarações a uma pergunta do 7MARGENS. Sérgio da Rocha disse mesmo que inventiva à vacinação e apela a outros bispos para fazerem o mesmo.

“Reconhecemos com louvor a Deus e gratidão os passos que têm sido dados na superação da pandemia, mas precisamos continuar a cuidar da vida e da saúde com responsabilidade”, afirmou na homilia.

No final da peregrinação, o cardeal António Marto, bispo de Leiria-Fátima, anunciou que o Papa se tinha referido à peregrinação, na sua audiência geral no Vaticano.

Foi a primeira vez, desde há dois anos, que uma das mais importantes peregrinações do ano em Fátima se realizou sem limites de lotação, visível nas largas dezenas de milhar de pessoas que se distribuíram pelo recinto do santuário.

 

Nós somos porque eles foram. E nós seremos nos que vierem a ser.

Nós somos porque eles foram. E nós seremos nos que vierem a ser. novidade

A homenagem aos que perderam as suas vidas nesta pandemia é uma forma de reconhecermos que não foram só os seus dias que foram precoce e abruptamente reduzidos, mas também que todos nós, os sobreviventes, perdemos neles um património imenso e insubstituível. Só não o perderemos totalmente se procurarmos valorizá-lo, de formas mais ou menos simbólicas como é o caso da Jornada da Memória e da Esperança deste fim-de-semana, mas também na reflexão sobre as nossas próprias vidas e as das gerações que nos sucederão.

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A Assembleia da República (AR) manifestou o seu apreço pela Jornada de Memória e Esperança, que decorre neste fim-de-semana em todo o país, através de um voto de solidariedade com as vítimas de covid-19 e com as pessoas afectadas pela pandemia, bem como com todos os que ajudaram no seu combate, com destaque para os profissionais de saúde.

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