Abusos sexuais

Cardeal de Colónia: visita da comissão apostólica não é “moção de desconfiança”

| 29 Mai 21

O cardeal Woelki, arcebispo de Colónia, recebe o relatório das mãos do advogado Bjoern Gercke, relator da investigação sobre abusos na diocese, na presença de Kerstin Stirner. Foto © Erzbistum Koln /Boecker

 

O arcebispo de Colónia (Alemanha), cardeal Rainer Maria Woelki, divulgou neste sábado, 29 de maio, um comunicado em que recusa classificar a visita da comissão apostólica nomeada pelo Papa Francisco como “uma moção de desconfiança” à forma como tem dirigido a arquidiocese e em particular lidado com a investigação dos abusos sexuais de menores nela perpetrados.

O comunicado de Woelki, acrescenta que a nunciatura alemã divulgou que a comissão investigará “eventuais erros” ocorridos na arquidiocese no tratamento das denúncias de abusos, de acordo com a notícia do jornal Religión Digital que o cita.

Como o 7MARGENS tem vindo a noticiar, a situação na arquidiocese de Colónia é das mais complexas da igreja alemã, com as críticas ao cardeal Woelki a subirem de tom. O facto de este ter adiado em meados de fevereiro a divulgação do relatório que encomendara a uma equipa de advogados levou a que o conselho diocesano de pastoral viesse a público declarar que tinha perdido a confiança no seu pastor.

O documento, finalmente divulgado a 19 de março e noticiado pelo 7MARGENS, indicou ter existido na arquidiocese um “encobrimento sistemático” de crimes de abuso sexual por membros do clero e por leigos entre 1975 e 2018. Dois bispos auxiliares e o atual arcebispo de Hamburgo foram indiciados como tendo encoberto tais abusos, enquanto o cardeal Woelki foi ilibado.

 

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