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Cardeal-Patriarca de Lisboa preside a missa em rito bizantino com a comunidade ucraniana na igreja de S. Jorge de Arroios, em Lisboa. Foto © Patriarcado de Lisboa

Em Arroios, Lisboa

Cardeal-Patriarca preside a missa com a comunidade ucraniana

| 06/03/2022

Cardeal-Patriarca de Lisboa preside a missa em rito bizantino com a comunidade ucraniana na igreja de S. Jorge de Arroios, em Lisboa. Foto © Patriarcado de Lisboa

Cardeal-Patriarca de Lisboa preside a missa em rito bizantino com a comunidade ucraniana na igreja de S. Jorge de Arroios, em Lisboa. Foto © Patriarcado de Lisboa

 

O cardeal-patriarca de Lisboa presidiu este domingo em Arroios à Missa do primeiro domingo da Quaresma, com a comunidade ucraniana, evocando os seus familiares e amigos “mais diretamente afetados pela guerra”. “Aqui em Lisboa, como em todo o Portugal, estais em vossa casa! As Igrejas de Portugal estão convosco, o povo português está convosco! Estais em vossa casa”, disse aos participantes, no final da celebração, citado pela Ecclesia.

Manuel Clemente dirigiu-se aos imigrantes que já vivem em território português e “outros que venham”. “É a vossa casa”, insistiu, na igreja de São Jorge de Arroios, ladeado por capelães da comunidade greco-católica, que celebram em rito bizantino.

O cardeal começou por explicar que sentia a obrigação de estar com a comunidade ucraniana, neste momento de conflito. “A vossa pátria vive uma Quaresma muito especial, em que os sentimentos mais profundos são os que valem: o sentido da paz, o sentido da justiça, o sentido da reconciliação”, indicou.

Cá fora, aos jornalistas, o Cardeal-Patriarca de Lisboa lamentou “tantas vidas estragadas, de ucranianos e de russos… Porquê? Com a guerra perde-se tudo, com a paz há tudo a ganhar”, referiu, citado pela Família Cristã.

Sobre a celebração, elogiou a “expressividade dos cantos e orações”. “Estas pessoas, que não desistem de largar o seu coração de crentes a Deus, que tanto está aqui como está lá, alimentam assim a sua esperança, apesar de terem o coração muito apertado com os seus familiares lá”, disse.

 

A comunidade ucraniana de Lisboa. Na fil da frente, a embaixadora da Ucrânia em Portugal, Inna Ohnivets. Foto © Patriarcado de Lisboa

Na fila da frente, ao meio, a embaixadora da Ucrânia em Portugal, Inna Ohnivets, participa na missa presidida por D. Manuel Clemente. Foto © Patriarcado de Lisboa

 

A missa teve a participação da embaixadora da Ucrânia em Portugal, que saudou a ajuda humanitária de muitos países. “Esta ajuda vai passar a fronteira da Ucrânia com a Polónia, com a Eslováquia e com a Roménia”, disse Inna Ohnivets, aos jornalistas.

A embaixadora ucraniana explicou que os ucranianos não pertencem ao mundo russo. “Hoje viemos aqui a esta igreja católica rezar juntamente com os portugueses. Isso significa que a Ucrânia pertence ao mundo ocidental, não ao mundo russo, porque o mundo russo, como podemos ver, é um mundo de tortura, morte e crueldade”, concluiu.

 

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