Bispos indonésios promovem diálogo com muçulmanos, seguindo exemplo do Papa

| 18 Nov 19

Cardeal Ignatius Suharyo, arcebispo de Jacarta, na catedral da cidade em 15 de Novembro de 2012. Foto Albertus Aditya/Wikimedia Commons

 

“Foi o Papa Francisco que nos pediu, aos bispos da Indonésia, para aprofundar os conteúdos do documento na fraternidade humana, divulgado em Abu Dhabi, e pô-lo em prática, olhando para a Indonésia como um país moderno, onde as minorias religiosas podem viver pacificamente com a maioria muçulmana, num clima de respeito, tolerância, fraternidade.” Foi desta forma que o cardeal Ignatius Suharyo, arcebispo de Jacarta e presidente da Conferência de Bispos da Indonésia, revelou a decisão dos bispos, tomada no final da sua assembleia anual, no sentido de divulgar e debater o Documento assinado em Abu Dhabi pelo Papa Francico e pelo imã de Al-Azhar.

Em declarações à Agência Fides, o cardeal afirmou que “os nossos amigos muçulmanos indonésios têm estudado seriamente aquele documento”. Na sua intervenção final na reunião dos bispos, quinta-feira, 14, recordou ainda o desafio do extremismo religioso e, neste contexto, também do diálogo inter-religioso. Estas metas foram sublinhadas naquele que é o país com a maior população muçulmana no mundo, com mais de 80 milhões de muçulmanos moderados a integrar a Nahdlatul Ulama (movimento tradicionalista islâmico sunita) e outros 60 milhões que fazem parte da Muhammadiyah (organização não-governamental que mistura religião e educação secular).

Suharyo também reitera que “a Igreja Católica da Indonésia está a ser testada e chamada a promover a paz e a fraternidade entre irmãos”. “Este espírito fraternal deve ser baseado em valores de humanidade que devem ser assumidos no nível pessoal e social, sendo posteriormente traduzidos em relações no nível social e humano.”

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