IPSS criticam "subfinanciamento"

Cáritas de Évora avisa contra dificuldades “gritantes” no Alentejo

| 13 Jan 22

Há populações a viver situações de dificuldades “gritantes” no Alentejo profundo, denuncia a Cáritas. Foto de promoção do filme “Raiva”, de Sérgio Tréfaut © Direitos reservados.

 

O presidente da Cáritas de Évora, Luís Rodrigues, avisa que há populações a viver situações de dificuldades “gritantes” no Alentejo profundo, desafiando os políticos a que “cumpram o que prometem na campanha” e respondam às necessidades de uma população “idosa, doente, com falta de recursos”.

Numa conferência de imprensa sobre a realidade social do Alentejo, o diácono Luís Rodrigues acrescentou que as instituições da área social na região “vivem momentos dramáticos”, com o aumento das despesas com pessoal, os impactos da pandemia e da inflação.

“Tudo aumenta e a receita mantém-se ou até sofre reduções”, perante as dificuldades dos próprios utentes e suas famílias, afirmou, citado pela Ecclesia.

O presidente da Cáritas de Évora criticou a ausência do Estado, que se apresenta como “parceiro” mas actua como uma “tutela exigente e até castigadora” perante instituições que vão “definhando cada vez mais”.

Na mesma ocasião, Tiago Abalroado, presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS- Évora) defendeu que a causa social deve ser encarada como uma causa de “todos”, realçando o “papel preponderante das IPSS”.

“Não podemos encarar este sector como um sector de importância menor”, observou, contestando a tentação de “relativizar” o impacto das IPSS na vida social, porque estas “todos os dias [garantem] necessidades básicas dos cidadãos” e estiveram na “primeira linha” do combate à pandemia.

“Queremos que a relação entre Estado e Instituições seja cada vez mais uma relação horizontal, ao mesmo nível, para servir as populações”, acrescentou, recordando que se mantém o subfinanciamento, apesar das intenções assumidas no Pacto de Cooperação assinado entre o Estado e as IPSS. 

Tiago Abalroado disse ainda que as IPSS atravessam um dos “períodos mais críticos” da sua existência e rejeitou o “mito” dos salários baixos, defendendo que elas pagam valores acima do que o Estado paga, na função pública.

O padre Silvestre Marques, director do Departamento Sócio-Caritativo da Arquidiocese de Évora, justificou o encontro com os jornalistas pela necessidade de trazer as questões sociais para o “momento de reflexão” que se vive no país, a caminho das legislativas.

Silvestre Marques referiu-se à situação “verdadeiramente crítica” que se vive e pediu atenção para o que designou como “atentados à dignidade humana”. 

“Há muita gente que chega ao fim do mês sem dinheiro” para as necessidades básicas, acrescentou, desafiando os responsáveis políticos a responder aos desafios lançados pelo Papa Francisco e pela Conferência Episcopal Portuguesa e sublinhando a necessidade de falar com “honestidade” aos eleitores.

 

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