Cáritas Europa pede um rendimento mínimo para os mais pobres em toda a UE

| 30 Abr 20

Voluntários do Secours Catholique - Caritas France

Voluntários do Secours Catholique – Caritas France, em Bordéus no passado dia 7 de abril, distribuindo cheques para alimentação a um homem sem-abrigo: a Cáritas Europa pede um rendimento básico para enfrentar a crise e a vulnerabilidade. Foto © Caritas Internationalis

 

“Uma rede de segurança para todos, com um esquema de rendimento mínimo comum” é a solução que a Cáritas Europa propõe aos membros da União Europeia, tendo por objetivo a erradicação da pobreza no continente europeu.

Num documento tornado público no passado dia 24, a rede que congrega as Cáritas de 46 países europeus apresentou dez princípios que deverão ser tidos em conta pela presidência alemã do Conselho da União Europeia, que iniciará funções em julho.

A primeira recomendação é a de que o sistema de rendimento mínimo, embora possa ser flexível consoante o nível de desenvolvimento de cada país, seja implementado como diretiva, para garantir o seu cumprimento.

A Cáritas Europa propõe ainda que a contribuição monetária seja acompanhada de apoios a nível de saúde, habitação e educação, salientando que os mesmos deverão chegar também às minorias étnicas e religiosas, e em particular aos refugiados.

 

Fundo internacional de resposta à crise com participação portuguesa

Em paralelo, a Cáritas Internationalis está a promover o “Fundo de Resposta à covid-19”, em parceria com o Dicastério da Santa Sé para a Promoção Integral do Desenvolvimento Humano, o qual conta com a participação da Cáritas Portuguesa.

Este fundo, que funcionará durante um período mínimo de seis meses, irá mobilizar contribuições dos membros da rede internacional da Cáritas e de vários doadores, até ao montante de dois milhões de euros. A Cáritas Internationalis contribuiu com 400 mil euros das suas reservas e a Cáritas Portuguesa anunciou esta semana que disponibilizou 20 mil euros.

Os territórios prioritários para a aplicação destes fundos serão a África e o Médio Oriente, em particular as zonas onde existem conflitos armados.

“Atualmente, esta crise está a afetar principalmente os países europeus e outros países ocidentais, mas não devemos perder de vista o sul e os mais vulneráveis ​​que podem estar mais desamparados e que precisam de solidariedade globa”, sublinhou em comunicado Aloysius John, secretário-geral da Cáritas Internationalis.

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