
“Os países do Sul, onde vive a maioria dos pobres, arriscam-se a ficar excluídos” da vacinação, avisa a Cáritas. Foto © ONU/Vincent Tremeau
Convocar uma reunião especial do Conselho de Segurança da ONU para assegurar o acesso de todos os países às vacinas contra o vírus da covid-19 e iniciar rapidamente o processo da transformação da dívida externa dos países mais pobres em fundos disponíveis para que estes possam modernizar os seus sistemas de saúde são as duas principais exigências formuladas pela Caritas Internacionalis.
O comunicado, divulgado esta semana, tem por título “Ação Urgente em Favor do Acesso às Vacinas Contra a Covid-19. Ninguém Pode Ser Excluído” e é assinado pelo cardeal Luis Antonio Tagle, presidente da Cáritas, pelo cardeal Peter Turkson, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, do Vaticano, e pelo secretário-geral da Cáritas, Aloysius John. Os signatários sublinham que “as nações ricas do hemisfério Norte, que investiram fortemente na produção das vacinas, esperam agora resultados desse investimento. (…) Isto conduziu a práticas autocentradas do Norte, visíveis nos discursos nacionalistas e medidas protecionistas. Os países do Sul, onde vive a maioria dos pobres, arriscam-se a ficar excluídos” dos benefícios da vacinação.
Em Portugal, o secretariado permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) divulgou na quinta-feira, 4 de fevereiro, um comunicado em que se congratula com o início da vacinação da população e afirma ser “essencial que a vacina chegue a todos”, “começando pelos mais vulneráveis” e “pelas pessoas que, nas mais diversas instituições sociais e de saúde, são fundamentais para o seu funcionamento.” A CEP sublinha que “os ministros e colaboradores da Igreja Católica em Portugal, sejam eclesiásticos ou leigos, têm acesso à vacinação como qualquer outro cidadão”, ou seja, sem quaisquer privilégios ou estatutos especiais.










