
O Conselho Geral da Cáritas Portuguesa decorreu entre os dias 24 e 26 março, em Santarém. Foto © Cáritas Portuguesa.
Ainda não está totalmente apurado o valor angariado durante a Semana Nacional Cáritas de 2023, mas há “uma expetativa de decréscimo face aos anos anteriores”. Esta diminuição “representa para a rede nacional Cáritas um esforço acrescido na resposta às solicitações que aumentam”, concluiu o Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, reunido entre os dias 24 e 26 de março no Seminário de Santarém.
O Concelho refletiu sobre a medida “bolsa nacional de alojamento urgente e temporário” e contou com a presença da Coordenadora da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030, Sandra Araújo, que apresentou os pilares do conceito de “Economia de Bem-Estar”, cujo objetivo é colocar as pessoas no centro das políticas e na tomada das decisões, numa economia inclusiva e ao serviço das mesmas.
O encontro contou também com a presença do bispo da diocese de Santarém, José Traquina, que preside à Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, e que “destacou as preocupações que a rede Cáritas tem assumido ao longo dos últimos anos especialmente na resposta à emergência social causada pelas consequentes crises e, também, na resposta às situações de emergência internacional como foi recentemente o apoio às vítimas da guerra na Ucrânia e no Terramoto Turquia/Síria”, avança o comunicado enviado pela organização ao 7MARGENS.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, que também marcou presença, agradeceu o trabalho da rede Cáritas no Concelho de Santarém e lembrou que “no contexto social o trabalho de organizações como a Cáritas são um contributo que ultrapassa o visível e sem o qual não seria possível dar resposta às necessidades da população vulnerável”.
Túlia Sá Correia, presidente da Cáritas Diocesana de Santarém, lembrou por seu lado “o caminho que tem sido feito na diocese e recordou o enorme trabalho de proximidade junto dos grupos locais”.
Durante o encontro, foi entregue o prémio Luísa Andaluz à autora Tânia Sofia Vicente, aluna do Instituto Politécnico de Santarém, pela obra “Acesso à Educação: a concretização de um direito das Crianças com Multideficiência”. Este momento contou com a presença do presidente do Instituto Politécnico de Santarém e do antigo presidente da Cáritas Portuguesa, Antonio Lage Raposo, que recordaram a importância da aliança entre o “Pensar e o Fazer” como uma relação de fortalecimento mútuo entre o trabalho que a Cáritas realiza no território junto da população vulnerável e a promoção do pensamento e de massa critica próprios do ambiente académico.
O primeiro Conselho Geral do ano 2024 irá decorrer na diocese do Algarve, em colaboração com a Cáritas Diocesana do Algarve.






