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Eugénio Fonseca. Cáritas

Cáritas Portuguesa sem meios para ajudar além da alimentação

| 08/06/2020

Cáritas Portuguesa sem meios para ajudar além da alimentação

by | 8 Jun 20

Eugénio Fonseca. Cáritas

Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas. Foto: Direitos reservados

 

“Estamos sem meios para podermos valer a necessidades que vão para além da alimentação”. O alerta é do presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, que explica que a instituição se viu privada de contributos devido à crise sanitária e que os pedidos de ajuda cresceram 40% em relação ao ano anterior. O responsável apela ao Governo para que complemente o Programa de Estabilização Económica e Social, apresentado no dia 4 de junho, com medidas adicionais “no sentido da recuperação económica exclusiva”.

As dificuldades têm sido colmatadas através da coordenação com diversas entidades, o que permitiu que até agora ninguém ficasse sem resposta. “A Cáritas não tem recursos para responder a todos os que a procuram; agora não pode – não deve – mandar ninguém para trás. Deve, com outros parceiros, encontrar respostas para as necessidades que as pessoas têm, porque estamos a falar de necessidades de subsistência que, se não forem devidamente acauteladas, podem criar problemas de sobrevivência”, afirmou Eugénio Fonseca, citado pela Rádio Renascença.

“Pelos dados que nos vão chegando, há Cáritas [diocesanas eou paroquias, entidades autónomas da Cátitas Portuguesa] que viram duplicar os atendimentos de proximidade que já faziam, outras não duplicaram, mas chegaram aos 40%, 35%. E nós apontamos para uma média de uma subida de 40%, relativamente ao número de atendimentos do ano anterior”, explica Eugénio Fonseca, acrescentando que em números reais isto representa “à volta de 54 mil pessoas”.

O presidente da Cáritas Portuguesa encara o Programa de Estabilização Económica e Social, aprovado na passada quinta-feira, como um primeiro passo para responder à crise, mas espera que o mesmo “venha a ser completado por outras medidas”. “Considero que estas são importantes, o problema é a sua execução”, sublinha Eugénio Fonseca, receando que a burocracia venha a ser um entrave à sua implementação.

 

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