Casa Comum

O que nos aconteceu? A pergunta do cardeal Tolentino e os pactos necessários

São precisos novos pactos – na comunicação, entre gerações, na comunidade e para o ambiente. Ideias defendidas pelo cardeal Tolentino Mendonça, que vê este tempo como uma oportunidade para novas experiências que a Igreja Católica deve fazer para se aproximar de quem se afastou. E que aponta uma necessária “conversão ecológica” por parte das comunidades cristãs, que ainda não integraram a encíclica Laudato Si’, na sua prática.

ONGs lançam atlas dos conflitos na Pan-Amazónia

Resultado do trabalho conjunto de Organizações Não Governamentais (ONGs) de quatro países, o Atlas de Conflitos Socioterritoriais Pan-Amazónico será lançado esta quarta-feira, 23 de setembro, e irá revelar os casos mais graves de violação dos direitos dos povos da região, anunciou a conferência episcopal brasileira.

Rede Cuidar da Casa Comum debate urgência da cidadania ecológica

Um vídeo-debate sobre a urgência da cidadania ecológica é promovido esta terça-feira, 22, às 21h, pela rede Cuidar da Casa Comum (CCC), com a participação do professor universitário e filósofo Viriato Soromenho-Marques, que há muito alia o estudo da Filosofia às questões ambientais e de desenvolvimento sustentável, frei Fabrizio Bordin, franciscano e responsável de três paróquias em Chelas (Lisboa), e Filipa Pires de Almeida, que está envolvida na iniciativa A Economia de Francisco.

Diocese de Tóquio faz campanha contra desperdício de água

A arquidiocese de Tóquio (Japão) lançou uma campanha para que cada pessoa assuma a responsabilidade de poupar e proteger a água, que tantas vezes é “maltratada, poluída e desperdiçada”, colocando em perigo “a sobrevivência e a saúde dos seres humanos”.

O Papa Francisco confessa a Juliette Binoche e mais 14 como foi a sua conversão ecológica

“Antes eu não entendia nada” sobre ecologia, mas depois houve um “caminho de conversão ecológica” pessoal, disse o Papa Francisco a um grupo de 15 personalidades francesas, católicos e não crentes empenhadas na causa ambientalista, às quais encorajou a que continuassem a lutar e não perder a esperança, mesmo quando a condição do planeta pode parecer “catastrófica”.

Jesuítas e franciscanos brasileiros unem-se para fazer a “revolução Laudato Si’”

Já dizia o ditado que “a união faz a força” e, se é para fazer uma revolução, certamente que esta nova união dará uma importante ajuda. Inspirados pela encíclica Laudato Si’, pelo documento final do Sínodo Panamazónico e pela Exortação Pós-Sinodal “Querida Amazónia”, os franciscanos e jesuítas presentes no Brasil decidiram juntar-se para fazer a “revolução Laudato Si’”: um conjunto de reflexões e ações contra a injustiça socioambiental, contra todas as formas de exploração e desigualdade socioeconómica, contra o racismo, e em defesa dos povos indígenas e da democracia. 

Cardeal das Maurícias elogia resposta da população ao derrame petrolífero

O cardeal Maurice Piat de Port-Louis, Maurícias, elogiou a resposta da população ao derrame de petróleo que devastou a costa da ilha. “Numerosas famílias são afectadas” pelo desastre, afirmou. “No meio da dor partilhada por tantos, saúdo a bela efusão de solidariedade activa e empreendedora que agora se mostra numa tentativa de salvar o que ainda pode ser salvo.”

75 anos de Hiroshima: “Água, quero água.” E o relógio do padre Arrupe parou para sempre nas 8h15  

A tragédia de Hiroshima, de que neste dia 6 de Agosto de 2020 se assinala o 75º aniversário (e de Nagasaqui, três dias depois), foi vivida na primeira pessoa pelo padre Pedro Arrupe, que viria a ser geral dos jesuítas. O seu relógio parou na hora da explosão. “Não é uma recordação, é uma vivência perpétua fora da história, que não acontece sem o seu tiquetaque. O ponteiro parou e Hiroshima deteve-se, cravada no nosso espírito”, escreveria ele.

Indígenas são “mais vulneráveis” à covid-19, alerta OMS

As comunidades indígenas, que correspondem a cerca de meio milhão de pessoas em todo o mundo, estão particularmente vulneráveis à pandemia do novo coronavírus devido às condições precárias em que vivem e à intensidade com que o vírus está a alastrar no continente americano, onde vivem na sua maioria, alertou esta segunda-feira, 20 de julho, a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Bolsonaro veta obrigação do governo de assegurar água potável e ajuda hospitalar a indígenas durante a pandemia

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vetou esta quarta-feira, 8 de julho, um projeto de lei aprovado pela câmara de deputados e pelo senado federal, que previa medidas de apoio urgentes para os povos indígenas durante a pandemia. Entre estas medidas, incluíam-se a obrigação de o governo assegurar “acesso a água potável” e garantir “a oferta emergencial de camas hospitalares e de terapia intensiva” a estas populações. O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) expressou o seu “repúdio” pelo “preconceito, o ódio e a violência do atual governo em relação aos povos indígenas” e um grupo de ONGs já levou o tema às Nações Unidas.

Petição na internet pede descarbonização da economia em nome da saúde pública

Em Portugal, em 2017, morreram 3.540 pessoas com patologias relacionadas com a poluição atmosférica (morrem sete milhões, anualmente, em todo o mundo). A Assembleia da República deve colocar “na agenda legislativa com máxima prioridade” o problema da poluição atmosférica, “para que numa fase mais estável e normalizada da nossa vida colectiva possamos finalmente levar a cabo políticas públicas de conversão energética e descarbonização da nossa economia e das nossas cidades, em nome do nosso bem-estar colectivo e do das futuras gerações”.

Patriarca, Presidente e primeiro-ministro na homenagem a Gonçalo Ribeiro Teles

“Decano da arquitectura paisagística em Portugal”, antigo deputado e ministro da Qualidade de Vida, primeiro artífice da legislação portuguesa que fundou a política de Ambiente, com destaque para a Reserva Agrícola Nacional e a Reserva Ecológica Nacional, Gonçalo Ribeiro Telles será homenageado nesta sexta-feira, 26 de Junho, numa sessão em que estarão presentes o Presidente da República, o patriarca de Lisboa e o primeiro-ministro.

Universidade Católica inicia Ano da Laudato Si’ com compromisso de contribuir para “mundo mais inclusivo e responsável”

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) foi uma das instituições a aderir ao “Ano da Laudato Si’”, desafio proposto pelo Papa Francisco para assinalar o quinto aniversário da encíclica. A iniciativa arrancou esta terça-feira, com o compromisso assumido pela reitora da instituição, Isabel Capeloa Gil, de participar “na construção de um mundo melhor, mais inclusivo, mais responsável”.

A que nos inspira a encíclica Laudato Si’? Vaticano sugere 200 medidas práticas

“E nós, o que devemos fazer?”, era a questão que, para muitos, surgia na conclusão da leitura da encíclica Laudato Si’, sobre cuja publicação acaba de se passar o quinto aniversário. Para assinalar a data, diversas entidades do Vaticano trabalharam em conjunto e divulgaram na passada quinta-feira, 18 de Junho, um documento com as respostas: trata-se de um manual com mais de 200 recomendações práticas que pretendem que a encíclica ecológica e social do Papa Francisco saia do papel e se transforme em ações concretas.

Guterres pede compromisso global com a “conservação e sustentabilidade dos oceanos”

Numa mensagem em vídeo a propósito do Dia Mundial dos Oceanos, assinalado esta segunda-feira, 8 de junho, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lembrou que, enquanto nos esforçamos para combater a pandemia de covid-19, temos uma “oportunidade única e a responsabilidade de corrigir a nossa relação com o meio ambiente, incluindo os mares e os oceanos do mundo”.

Semana Laudato Si’ (9): Exigências para o equilíbrio ecológico (e agora vem aí um ano Laudato Si’)

“O cuidado da natureza faz parte dum estilo de vida que implica capacidade de viver juntos e de comunhão. Jesus lembrou-nos que temos Deus como nosso Pai comum e que isto nos torna irmãos.” Foi com esta referência que o Papa anunciou a sua adesão ao ano especial dedicado à Laudato Si’, a encíclica sobre o cuidado da casa comum que neste domingo, 24 de Maio, assinalou o quinto aniversário de publicação.

Semana “Laudato Si'” (8): Opor ecologia e economia está totalmente ultrapassado

Colocar hoje, em oposição, ecologia e economia está totalmente ultrapassado, considera a ministra francesa da Transição Ecológica, Élisabeth Borne, a propósito dos efeitos sociais, económicos e ambientais da pandemia de covid-19. Numa entrevista ao jornal La Croix, a ministra diz que, ao contrário do que sucedeu com a crise económico-financeira de 2008, há tecnologias verdes mais maduras para que possam ser apoiadas pelos estados.

Semana Laudato Si’ (7): 100 princípios para um novo mundo, novos céus, nova terra e nova responsabilidade

Os apelos para que o mundo não fique na mesma depois da pandemia são abundantes. Em textos de opinião, em manifestos ou em abaixo-assinados, por exemplo, muitas vozes têm vindo a reclamar mudanças significativas no rumo do planeta. O ecologista francês Nicolas Hulot, ex-ministro da Transição Ecológica e Solidária de França, apresentou “100 princípios para um novo mundo”.

Semana Laudato Si’ (5) – Um manual de sobrevivência, um grito silencioso e um exercício para a reconstrução

Se as questões ecológicas a todos dizem respeito – das instâncias políticas ao cidadão comum – os cristãos, precisamente porque vinculados no modelo de serviço d’Aquele que os congrega, devem assumir as exigências que decorrem da actual fragilidade do planeta como incumbência da sua missão no mundo: um mandato de cuidado pelos bens e pelos outros em vista à promoção do desenvolvimento sustentável, do bem comum e da qualidade de vida de todos.

Igreja faz apelo urgente para evitar tragédia na Amazónia

A Rede Eclesial Pan-Amazónica (Repam) apelou esta segunda-feira a uma ação mundial concertada e urgente “a fim de evitar uma grande tragédia humanitária e ambiental” na Amazónia. Num comunicado assinado pelo cardeal brasileiro Cláudio Hummes e divulgado através do site da organização,  todos são convocados a unir esforços em defesa daquela região, cada vez mais afetada, não só pela pandemia de covid-19, mas também pelo “aumento descontrolado da violência” e pela “devastação do território”.

Um estranho paradoxo

Vivemos um estranho paradoxo. As pandemias tenderão a ser controladas pela ciência. Mas tal não tem acontecido no caso da covid-19. O certo é que tem faltado uma liderança ética e política partilhada nos planos europeu e mundial. A voz do Papa Francisco, as encíclicas Laudato Si’ e Caritas in Veritate são ainda ecos que clamam no deserto. A xenofobia, o isolacionismo e a desconfiança são traços dominantes no sistema internacional. Mas será esta pandemia uma oportunidade para se criar uma nova consciência capaz de 1) Prevenir ameaças globais; 2) Garantir uma melhor partilha de recursos; 3) Compreender que os mais fracos são as maiores vítimas; 4) Pôr em prática um contrato ecológico; 5) Ligar sustentabilidade, equidade e justiça distributiva na sociedade e entre as diferentes gerações, bem como garantir a subsidiariedade?

Semana “Laudato si’” (1): Um novo modo de habitar a terra

Com o tema “Tudo está ligado”, esta Semana Laudato Si’ pretende fazer uma campanha global de formação e pressão em favor da defesa do planeta e do “cuidado com a casa comum”. Na impossibilidade de se desenvolverem muitas acções de rua, por causa da pandemia, o centro estará nos debates, tertúlias, vigílias e conferências em vídeo, através de plataformas na internet.

Desflorestação da Amazónia bate recordes durante confinamento

A floresta da Amazónia brasileira continua a desaparecer a um ritmo vertiginoso e acaba de ser batido mais um recorde: entre janeiro e abril, foi desflorestada uma área total de 1.200 km2, equivalente a cerca de metade do Luxemburgo, o que representa um aumento de 55% em relação ao mesmo período do ano passado. O presidente Jair Bolsonaro ordenou que as Forças Armadas fossem esta segunda-feira para o terreno, com o objetivo de combater o avanço da desflorestação e evitar incêndios.

Quase 200 mil pedem ação urgente do governo brasileiro para evitar genocídio de indígenas

Oprah Winfrey, Meryl Streep, Madonna, Naomi Campbell ou Brad Pitt são apenas alguns dos quase 200 mil que já assinaram a petição lançada pelo fotojornalista brasileiro Sebastião Salgado, pedindo ao governo brasileiro que tome “medidas urgentes para proteger os povos indígenas” que vivem na Amazónia da pandemia de covid-19. O arcebispo de Manaus, Leonardo Steiner, alerta: “o vírus já atingiu algumas comunidades indígenas” e descreve uma situação “fora de controle”.

Tudo está ligado

A tese de que tudo está ligado tem aparecido recorrentemente na história da filosofia. E imediatamente lembro Espinosa e Leibniz, duas presenças determinantes nos diferentes cursos que leccionei sobre Filosofia Moderna. Em ambos, a ideia da relação de tudo com tudo ocupa um lugar central. O primeiro enfatiza a integração do homem na Natureza, enquanto parte da mesma. O segundo defende a ligação entre toda a matéria, sustentando que tudo está em tudo.

Brasil: Diocese de Manaus e ONG pedem ajuda urgente para comunidades indígenas

Falta de pessoal médico, falta de equipamento de proteção e meios para tratamento, cadáveres armazenados em camiões frigoríficos e outros a serem enterrados em valas comuns. Em Manaus, capital do estado do Amazonas (Brasil), a pandemia de covid-19 está a provocar um estado de calamidade nunca antes visto. E a tendência é para piorar, agora que o vírus chegou às comunidades indígenas residentes naquele estado. A arquidiocese, juntamente com diversas ONGs, emitiu um comunicado pedindo ajuda urgente. O Papa Francisco telefonou diretamente ao arcebispo Leonardo Steiner, pedindo informações sobre a situação e deixando uma bênção especial para a região da Amazónia.

Pandemia é uma “lição de responsabilidade universal”, diz Dalai Lama

O líder espiritual do Tibete, Dalai Lama, dirigiu uma mensagem a toda a comunidade internacional a propósito da pandemia de covid-19. Segundo ele, o planeta “está a ensinar-nos uma lição de responsabilidade universal”, alertou esta quarta-feira, 22, data em que se assinalou o 50º aniversário do Dia da Terra.

80 ONG assinam pacto para serem mais eficientes na luta pelo clima

Mais de 80 Organizações Não Governamentais, incluindo algumas das principais instituições sociais católicas, assinaram um Pacto sobre o Clima, para promover uma “acção concertada, unificada e urgente para enfrentar as alterações climáticas”, através de uma revisão completa do modo de trabalhar.

Papa e Guterres no Dia da Terra: só “juntos” venceremos as crises ambiental e do coronavírus

No 50º aniversário da celebração do Dia da Terra, assinalado esta quarta-feira, 22 de abril, as mensagens do Papa Francisco e do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, coincidiram no essencial: a par da crise provocada pela pandemia de coronavírus, há uma crise ambiental no planeta e, para vencer ambas, toda a comunidade internacional terá de se unir e trabalhar em conjunto.

Um plano para “ruas abertas” a bicicletas e peões em Milão, como resposta anti-poluição no pós-pandemia

Chama-se Strade Aperte (ruas abertas), pretende “re-imaginar Milão na nova situação” pós-pandemia e é um plano para dar muito mais espaço às bicicletas e peões e retirar lugar aos automóveis, na capital da Lombardia. O projecto surge em resposta à crise pandémica e tem em conta o facto de a cidade e a região serem uma das zonas mais poluídas de Itália e terem sido uma das mais atingidas pelo surto de covid-19.

Cardeal Hummes anuncia criação do Organismo Episcopal Panamazónico

Está já em marcha o processo de criação do Organismo Episcopal Panamazónico (OEP), proposto durante o Sínodo para a Região Panamazónica, que se realizou em outubro do ano passado, em Roma. O anúncio foi feito pelo Cardeal Claudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Panamazónica, numa carta enviada a todas as entidades envolvidas no processo no passado dia 1 de abril.

“Ponham a saúde das pessoas acima de tudo”: a carta aberta assinada por quase 400 organizações em todo o mundo

A carta é curta e concisa: basta que sejam cumpridos cinco princípios e, todos juntos, conseguiremos recuperar da pandemia de covid-19. Mais: iremos garantir um futuro melhor. Assinado por quase 400 organizações espalhadas por todo o mundo, o documento aponta como primeiro princípio que a saúde das pessoas seja colocada “acima de tudo, sem exceções”, assegurando que todos têm acesso a serviços de saúde, estejam onde estiverem.

Bilibiza: do sonho da água à destruição que chegou do mato

Há doze anos, a aldeia lutava para ter água mais perto; em Abril do ano passado, teve a água e o vento demasiado perto e o ciclone Keneth devastou a região (mesmo se de forma menos intensa que o Idai, mais a Sul, em Pemba); agora, mais recentemente, foi arrasada por ataques que não se sabe de onde vêm nem que objectivos têm: a aldeia de Bilibiza (quase 200 quilómetros a Norte de Pemba, província de Cabo Delgado, no Norte de Moçambique) estará quase deserta, depois de ter sido objecto de um ataque no final de Janeiro.

“Nós não devíamos ter-nos conhecido”

“Nós não devíamos ter-nos conhecido”, disse-me um dia um amigo. Se não nos tivéssemos conhecido, significava muito provavelmente que aqueles campos onde falávamos continuariam verdes, que as árvores estariam de pé, que as plantas, os animais e as pessoas não teriam sido sacrificadas às chamas. 

Conselho Ecuménico lamenta falhanço dos EUA no combate à emergência climática

O Conselho Ecuménico de Igrejas (CEI) lamentou o falhando do governo dos EUA em tomar decisões eficazes contra a emergência climática, reagindo à decisão de um tribunal federal de apelo. Numa decisão acerca da queixa apresentada por um grupo de 21 jovens, em 2015, que acusava o governo federal de sancionar, permitir e autorizar um sistema de combustíveis fósseis que compromete o direito civil dos jovens à propriedade e que pediam medidas de estabilização do clima, o tribunal considerou que os queixosos mostraram ser necessário agir contra a emergência climática.

Organizações católicas decepcionadas com cimeira de Madrid sobre o Clima

“É decepcionante haver ainda uma enorme lacuna entre o que as pessoas exigem nas ruas exigem e a forma como os governos estão a agir”, afirmou Chiara Martinelli, consultora da CIDSE (rede de 17 agências católicas de cooperação e desenvolvimento na Europa e na América do Norte), a propósito dos resultados da cimeira sobre o clima, em Madrid.

“Novos caminhos para a Igreja e para a ecologia integral”

A Amazónia é o lugar a partir do qual os bispos católicos reunidos em sínodo refletiram sobre os novos caminhos para a Igreja e para ecologia integral. Um lugar ultra-periférico de um ponto de vista social e no centro da vida natural terrestre: um terço das florestas nativas do planeta, um terço da biodiversidade, um quinto da água doce não congelada. Um lugar onde, em tempos de globalização acelerada, subsiste uma lacuna antropológica entre a nossa civilização e o modo de vida de muitos dos 385 povos indígenas.

Como a luz de Lisboa fez a foto de Greta na capa da “Time”

Greta Thunberg, a jovem activista sueca que tem mobilizado milhões de pessoas em todo o mundo contra as alterações climáticas, foi a personalidade do ano escolhida pela Time. À notícia, conhecida nesta quarta-feira, 11 de Dezembro, acrescenta-se o pormenor de que a foto da capa, realizada pela russa Evgenia Arbugaeva, foi feita na costa atlântica entre Lisboa e Cascais.

O padre que luta no Paquistão contra os 50 graus sem sombra e as inundações de dois mil mortos

Há algumas coisas que o padre Liam O’Callaghan, 53 anos, nunca imaginaria três décadas atrás, quando decidiu integrar a congregação católica da Sociedade Missionária de São Columbano: viver a duas horas da cidade onde se registou já uma temperatura recorde mundial de 50,2º; viver as piores inundações da história do Paquistão, que provocaram quase dois mil mortos (além dos mais de 36 mil milhões de euros de prejuízos materiais); e ver pessoas a morrer em idades jovens – 20, 30, 40 anos – por causa da falta de água limpa.

Como quatro dioceses dos EUA procuram dar o exemplo no combate às alterações climáticas

Várias dioceses nos Estados Unidos da América têm manifestado preocupação e cuidado acerca do impacto das mudanças climáticas, especialmente na forma como afeta a experiência católica. Tendo como base a mensagem do Papa Francisco na encíclica Laudato Sí, quatro dioceses de Atlanta, Nova Iorque, Indianápolis e San Bernardino decidiram dar o seu exemplo de como concretizaram ações para combater as alterações climáticas.

Sínodo para a Amazónia e Crise Civilizatória (ensaio)

Sendo a Fé em Cristo a mesma em Osaka, Nova Iorque, Roma ou Rio de Janeiro, é a realidade que determina e diferencia o jeito de ser Igreja e configura caminhos e prioridades da evangelização. Na realidade local, regional e planetária, a Igreja deve estar inserida como testemunha e servidora da Vida em Comunhão.

Vagner Diniz e Helena Taliberti: “A vida é o bem mais precioso que temos”

Helena Taliberti e Vagner Diniz ainda não esqueceram que perderam os dois filhos, uma nora e aquele que seria o seu primeiro neto na tragédia da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho (Minas Gerais, Brasil), no final de Janeiro. Mas agora, nesta viagem a Genebra, para procurar apoio do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e de outras organizações, querem sobretudo evitar que mais vidas se venham a perder por razões semelhantes às que provocaram o desastre de há nove meses.

Rever os critérios da vida para salvar a vida na Terra (artigo inédito do Papa Francisco)

Precisamente porque tudo está interligado (cfr Laudato si’ 42; 56) no bem, no amor, precisamente por isto cada falta de amor repercute-se em tudo. A crise ecológica que estamos enfrentando é, acima de tudo, um dos efeitos desse olhar doente sobre nós, sobre os outros, sobre o mundo, sobre o tempo que passa; um olhar doente que não nos faz perceber tudo como um dom oferecido para nos descobrirmos amados.

“Como se atrevem? Roubaram-me os sonhos. O crescimento económico eterno é um conto de fadas.”

“Como é que se atrevem? Vocês roubaram-me os sonhos e a infância com as vossas palavras vazias” e só se preocupam com o dinheiro e “os contos de fadas do crescimento económico eterno”, disse segunda-feira, 23 de setembro, uma emocionada Greta Thunberg, a jovem sueca que foi convidada pelo secretário-geral da ONU para falar no início da Cimeira de Ação Climática, em Nova Iorque.

Uma sexta-feira em Portugal e no mundo pelo clima e por novos empregos

Centenas de iniciativas por todo o mundo estão previstas para esta sexta-feira, 20 de setembro, e durante uma semana, dinamizadas pela rede Mobilização Global pelo Clima, na qual os estudantes e jovens têm um maior protagonismo. De acordo com a página da organização, estão previstas manifestações em cidades como Nova Iorque, Rio de Janeiro, Madrid, Londres, Nápoles, Berlim, Seul e Lisboa.

Cristãos mobilizam-se em Portugal pelo clima

Em dia de greve estudantil pelo clima, vários grupos de jovens cristãos mobilizam-se, em Portugal, com iniciativas concretas de apoio ou paralelas à iniciativa. “A principal intenção é dar resposta às alterações climáticas, por um lado lutando para que a mudança seja concretize e, por outro, para que as pessoas sejam sensibilizadas e conscientes” afirma Beatriz Lisboa, justificando a sua participação na “Oração pela Criação”.

Isabel Correia: “As pessoas cheias de dinheiro e de poder estão atoladas de medo”

“Ainda que a verdade da extinção à nossa frente seja um choque terrível, tem o potencial de acelerar o nosso despertar coletivo, dando poder a uma profunda transformação de nós próprios e do mundo. Nós somos a mudança. Nós somos aqueles de que estávamos à espera.” As palavras de Joana Macy animam Isabel Correia e o grupo Meditação em Acção, que vem dinamizando a “Meditação pela Terra” em Lisboa e tem levado a prática da meditação às manifestações da greve estudantil pelo clima. Mãe, artista, ativista, budista, Isabel Correia partilha, nesta conversa com o 7MARGENS, o seu percurso e o seu propósito: “Juntar o dharma, a ecologia e a arte.”

Plástico acaba no Vaticano até 2020

O Vaticano proibiu a venda de plásticos no espaço da cidade-estado, medida que deverá tornar-se efetiva a partir de 2020, assim que acabem as existências armazenadas, e um ano antes do prazo sugerido pela União Europeia.

Amazónia, um “pulmão vital para o planeta”, diz o Papa

O Papa Francisco manifestou-se preocupado com os grandes incêndios que lavram na Amazónia desde há duas semanas. Na sua alocução neste domingo, 25 de Agosto, após a oração do Angelus, afirmou: “Estamos todos preocupados com os vastos incêndios que ocorrem na Amazónia. Oremos para que, com o esforço de todos, eles sejam controlados o mais rapidamente possível. Esse pulmão florestal é vital para o nosso planeta.”

Meditar e limpar a praia para contestar um novo aeroporto

Haverá uma limpeza da praia, música, oficinas de instrumentos musicais e de aviões de papel, conversas e meditação. Tudo para contestar a possibilidade de um novo aeroporto na Margem Sul do Tejo. Sob o lema “Menos avião, mais imaginação!”, o movimento Extinction Rebellion/Terra Aterra promove esta sexta-feira, 28 de Junho, na Praia do Samouco (Alcochete) um convívio que promete durar das 9h às 22h.

Greta Thunberg: A nossa casa está a arder

Editado na Suécia em Agosto de 2018, A Nossa Casa Está a Arder conta a história de Greta Thunberg, dos seus pais e da irmã. É o relato de como uma família decidiu confrontar-se com uma crise iminente que afecta o nosso planeta. O livro será editado no próximo dia 19, em Portugal, pela Presença. O Público/P3 publicou há dias o primeiro capítulo, em pré-publicação, que aqui se reproduz.

Cristãos dispostos a ser presos pelo clima na Rebelião da Extinção

Nove dias depois do início dos protestos da Extinction Rebellion (Rebelião da Extinção) em Londres, no dia 15, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI/WCC) decidiu colocar uma foto-galeria na sua página digital mostrando o modo como a tradição cristã da desobediência civil não-violenta está activa também nestes protestos de Londres contra as mudanças climáticas e a ausência de decisões políticas eficazes sobre a matéria.