Coordenadora do #ItalyChurchToo

Caso Rupnik: “Palavras não bastam, é preciso atos”

| 31 Out 2023

Jesus, Ressurreição, Arte, Marko Ivan Rupnik, Lourdes, Basílica de Nossa Senhora do Rosário

Aparição de Jesus aos discípulos depois da ressurreição (pormenor). Obra na fachada da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Lourdes (França), da autoria do padre Marko Ivan Rupnik. Foto © António Marujo/7Margens.

 

A decisão do Papa de reabrir o processo sobre o caso do padre e artista Marko Rupnik “abre uma luz de esperança”, mas “as palavras não são suficientes” e é preciso que o processo canónico respeite alguns requisitos de celeridade, transparência e respeito pelos direitos e dignidade das vítimas.

A declaração, datada desta segunda-feira, 30, é da #ItalyChurchToo, um coletivo de organizações contra o abuso sexual do clero, que se congratula com a decisão do Papa, considerando que “a renúncia à prescrição [dos abusos de Rupnik, que foi argumento para a então Congregação para a Doutrina da Fé] é certamente a condição sine qua non para esclarecer as responsabilidades de Rupnik e fazer justiça às vítimas”.

Na tomada de posição, as instituições do coletivo, que subscrevem o documento, sublinham “com veemência” a esperança de que a decisão de Francisco “seja rapidamente transformada na realidade de um processo canónico”, uma vez que “um compromisso não cumprido seria um outro e enésimo abuso”.

Requerem também que, dos passos relativos à instrução, ao desenvolvimento e à conclusão do processo, seja feita uma comunicação às vítimas e ao público, “em nome de uma transparência real e efetiva que permita o apuramento da verdade”.

“O processo canónico de Rupnik, a cuja instrução o Papa se comprometeu, não se pode transformar num processo das vítimas”, alerta ainda o #ItalyChurchToo, clarificando a seguir: “a sua credibilidade como mulheres adultas deve ser respeitada e protegida; devem poder recorrer a advogados da sua escolha; devem ser devidamente informadas sobre os procedimentos e diretamente envolvidas; caso contrário, apenas reviverão um novo abuso”.

A rapidez na condução do processo canónico de Rupnik e na publicação das conclusões da da visita apostólica à Comunidade Loyola de Ivanka Hosta [a fundadora e ex-superiora geral] são também exigidas na declaração. No primeiro caso, os subscritores esperam que o processo ao padre e artista seja “o prelúdio de outros processos destinados a trazer à luz do dia as responsabilidades daqueles que, na cadeia de comando da hierarquia eclesiástica, sabiam e encobriam”

“Só se estes requisitos mínimos forem cumpridos é que se poderá pensar que a Igreja institucional está verdadeiramente no limiar de uma nova e mais concreta forma de lidar com os abusos, prestando verdade e justiça às vítimas e processando os responsáveis, sem mais proteções e encobrimentos”, refere o texto.

Na tomada de posição, o documento faz uma retrospetiva dos passos que o caso Rupnik conheceu nos últimos meses, manifestando estranheza relativamente ao facto de o Papa só agora se ter apercebido da “falta de proximidade com as vítimas”.

 

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