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Um Papa em África para fustigar os tiranos e dar razões de esperança

[À Margem]

Um Papa em África para fustigar os tiranos e dar razões de esperança

“De quem é esta voz que se ergue diante de dezenas milhares de pessoas e que não vacila na presença de dirigentes políticos enriquecidos à custa da pobreza de povos coartados nas suas liberdades mais fundamentais? Os ecos dos discursos e homílias que Leão XIV proferiu em quatro países africanos prolongam-se para além dos dias da sua passagem.”

“A crispação nacional ao volante, frenética, agressiva, criminosa”

“A crispação nacional ao volante, frenética, agressiva, criminosa”

Há pouco mais de 50 anos, chegado ao Gerês, Miguel Torga registava no seu Diário o que acabara de observar: “Horas seguidas a presenciar pelo caminho a crispação nacional ao volante, frenética, agressiva, criminosa. De quilómetro em quilómetro, um carro espatifado. Latas amolgadas, sangue…”

Uma proibição, crimes de guerra e lágrimas de crocodilo

[À Margem]

Uma proibição, crimes de guerra e lágrimas de crocodilo

A interdição de o patriarca Pizzaballa celebrar na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, a missa de Domingo de Ramos, é mais um passo na escalada do extremismo e do belicismo que governa Israel: os cristãos são cada vez menos no Médio Oriente e isso tem sobretudo a ver com a política dos governos europeus e dos EUA, de apoio incondicional a Israel.

O momento de dizer “não” ao populismo e aos perigos da IA

[À Margem]

O momento de dizer “não” ao populismo e aos perigos da IA

“O que apelidamos hoje de populismo parece crescer gravemente, nomeadamente na captura e transformação das várias instituições pilares das democracias liberais. Quanto aos efeitos, começamos a senti-los e, se nos distrairmos e acomodarmos, muitos deles serão dificilmente reversíveis.”

Um Papa em África para fustigar os tiranos e dar razões de esperança

[À Margem]

Reencontrar o diabo e… talvez Deus

“Voltar a ler livros lidos com entusiasmo há 20, 30 anos é uma decisão de consequências imprevisíveis. Desencanto, desilusão e deceção espreitam em cada página. Há também, entre os sentimentos fortes provocados pela revisitação de textos, aquele triste espanto de ali encontrar uma arrepiante atualidade profética. É desta que quero falar.”

Deixem Deus (e o mundo) em paz

[À Margem]

Deixem Deus (e o mundo) em paz

“É urgente questionar este sequestro da fé. Se as religiões defendem a paz, como podem ser o combustível da guerra? Como pode Deus estar presente nos discursos de ódio e nas estratégias de bombardeamento? O Bem não virá de quem se diz escolhido por forças divinas para destruir o outro, mas de quem tem a coragem humana de baixar as armas e deixar, finalmente, Deus e o mundo em paz.”

“A crispação nacional ao volante, frenética, agressiva, criminosa”

É preciso pôr fim à violência contra as crianças

“Ainda que haja, pontualmente, uma ou outra situação capaz de suscitar algum alarido e comoção, a violência escolar é um problema muito erradamente subestimado. Mas não deveríamos ignorar e ficar indiferentes perante este género de dramas que quotidianamente têm lugar nas nossas escolas. E eles impõem-nos a obrigação de agir.”

Uma proibição, crimes de guerra e lágrimas de crocodilo

[À Margem]

Fixemos o número: 3,83 mil milhões. Metade da humanidade. Para dizer o quê?

Chocante? Gritante? Escandalosa? Ofensiva? Aviltante?… As palavras já não servem, mesmo quando todas juntas, para descrever a tragédia do fosso das desigualdades que continuam a cavar-se no nosso mundo. Nesta sexta-feira, 20, assinala-se o Dia Mundial da Justiça Social, mas estamos muito longe de atingir os mínimos da dignidade humana em muitas áreas.

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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