Catequese em tempos de pandemia: desafios, estratégias e uma renovação que “já fazia falta há muito tempo”

| 2 Nov 20

catequese pandemia, Foto Cristina Frazão

Independentemente dos obstáculos e desafios em cada comunidade concreta, “o fundamental é estarmos em caminho”, diz Cristina Sá Carvalho, coordenadora do departamento de catequese do Secretariado Nacional de Educação Cristã. Foto: Direitos Reservados.

 

Há paróquias católicas em que a catequese começou mais cedo do que o habitual, outras onde não arrancará antes de janeiro. Numas, houve primeiras comunhões logo em setembro, noutras foi preciso procurar espaços alternativos para acolher as crianças em segurança. O 7MARGENS falou com as coordenadoras da catequese de quatro comunidades, de norte a sul do país, e descobriu realidades e estratégias diferentes para enfrentar estes tempos de pandemia. O que as une? A vontade de continuar “em caminho” e a capacidade de se reinventarem para que isso seja possível. Isso e muitas máscaras, tapetes desinfetantes e álcool-gel, é claro.

 

“Uma coisa é certa: o medo e as contrariedades não nos podem paralisar”, afirma Cristina Louzada, uma das três coordenadoras da catequese da paróquia da Mealhada, diocese de Coimbra. “Se ficarmos parados, cada vez mais crianças irão afastar-se. Temos de nos adaptar e a verdade é que há muito tempo que fazia falta uma renovação da catequese, mesmo antes da pandemia”, defende.

Para esta responsável, a renovação implica pensar “outras formas de fazer catequese”, e isso não se esgota numa maior utilização das ferramentas digitais. “Sinto que, até aqui, ao longo de dez anos, estávamos sempre com o mesmo discurso. As crianças acabavam por se saturar”, assume a responsável da catequese da Mealhada. “Temos de perceber que a catequese não é para estar ali a debitar, seja online ou presencialmente. É claro que as crianças têm de saber coisas acerca de Jesus, mas é muito importante que aprendam a olhar para quem está ao lado delas, a estar atentas a quem mais precisa. Isso também é uma forma de fazer catequese, e das mais importantes”, sublinha.

Assim, apesar de a catequese estar a arrancar de forma faseada na paróquia, com uns grupos a reunir-se virtualmente, outros a funcionar com envio de tarefas por parte dos catequistas, e a data prevista para retomar os encontros presenciais ser só em janeiro, uma decisão já foi tomada: este ano, a formação estará muito mais ligada à ação sociocaritativa, até porque a pandemia fez com que mais pessoas precisassem de ajuda.

“Já fazíamos habitualmente distribuição de roupas, brinquedos e alimentos, atividades de angariação de fundos para apoiar pessoas com dificuldades financeiras, visitas a doentes ou pessoas sozinhas”, explica a coordenadora da catequese. “E agora crianças e jovens também vão estar envolvidos nessas atividades”, porque “há tanto que podem fazer: ajudar a compor os cabazes, ver se os brinquedos estão em bom estado, ver se um puzzle tem as peças todas, se determinada roupa é apropriada para outras crianças… Quem melhor do que eles para fazer isto?”, pergunta.

Na opinião de Cristina Louzada, é preciso contrariar a “tendência de proteger as crianças da realidade que as rodeia”. “Elas precisam de ter noção do que se passa e têm de ser envolvidas, fazer parte da mudança, para se sentirem motivadas. Só assim vamos ajudar a formá-las como seres humanos e verdadeiros cristãos”, assegura.

Quanto aos tradicionais catecismos, não serão necessários. “Praticamente já ninguém compra livros para a escola, que na maioria dos casos são oferecidos… Não íamos nós estar a pedir para comprarem catecismos. Até porque são muito repetitivos e hoje em dia as crianças e os jovens precisam de ter acesso a outros materiais e ferramentas”, considera Cristina Louzada.

Necessário, sim, será mais espaço para dar catequese, assim que os encontros presenciais forem retomados por todos os grupos. Com cerca de 230 crianças e jovens, numa média de 25 por grupo, não é seguro que as reuniões tenham lugar nas salas habituais, cujas áreas são pequenas e não permitiriam o distanciamento físico essencial para prevenir eventuais contágios. Mas esse é um problema que, “em princípio”, já está resolvido: “As catequeses terão de se realizar no salão paroquial, ou na própria igreja”, explica Cristina.

catequistas mealhada pandemia

O grupo de catequistas na Igreja Paroquial da Mealhada, onde passarão a decorrer os encontros presenciais da catequese, a partir de janeiro. Foto: Direitos Reservados.

Do carmelo para a casa da avó Germana

Já na comunidade rural de São Paulo no Patacão, pertencente à paróquia de São Pedro, na diocese de Faro, a falta de espaço chegou mesmo a pôr em causa a possibilidade de realizar encontros presenciais este ano. Há mais de 20 anos que a catequese era dada no Carmelo de Nossa Senhora Rainha do Mundo, das Irmãs Carmelitas Descalças. Mas “devido à pandemia, tudo mudou”, explica Sílvia Manhita, coordenadora da catequese na comunidade. “Este era o único carmelo que tinha uma abertura maior à comunidade local e, por entendimento da madre superiora, agora fecharam-se. Estamos a falar de um carmelo com pessoas de idade muito avançada, para quem o vírus representa um risco muito grande”, justifica.

Diz o ditado que, quando Deus fecha uma porta, abre sempre uma janela. No Patacão, resolveu abrir outra porta. Devido à pandemia, uma vizinha do carmelo, com quatro netos a frequentar a catequese, e que todos na comunidade tratam carinhosamente por avó Germana, saiu da casa onde vivia sozinha e mudou-se para um apartamento mais próximo da casa dos filhos. Juntamente com eles, consciente do problema que a catequese enfrentava, decidiu ceder a enorme casa que tinha deixado vazia para que a comunidade pudesse transformá-la, temporariamente, no novo centro de catequese.

“Sendo umas instalações provisórias até termos o nosso espaço, foi um gesto muito bonito de alguém que tem vivido sempre com o olhar posto em Jesus”, afirma Sílvia, que já conhece a avó Germana há quase 20 anos, altura em que, juntamente com o marido, aceitou o desafio de ir dinamizar a catequese na área rural do Patacão. “Deixou-nos de coração cheio.”

Ainda por cima, a casa da avó Germana “parece que estava preparada para a pandemia, com várias entradas diferentes para permitir que os grupos não se cruzem”, diz, entusiasmada. “Limpámos e higienizámos tudo, colocámos tapetes desinfetantes nas entradas, doseadores de álcool-gel para as mãos, e conseguimos também ter casas de banho diferenciadas, para os mais velhos e os mais pequeninos”.

Assim, há duas semanas que o Centro de Catequese Casa da Avó Germana começou a receber, aos sábados, as 180 crianças que frequentam a catequese na comunidade, num regresso que era muito aguardado. O grande desafio é conseguir que as crianças vão também à missa.

É que antes, a eucaristia era também ao sábado, logo a seguir à catequese, ali mesmo no carmelo, e tinham “praticamente 100% de presença na eucaristia”, recorda Sílvia. Agora, a missa é aos domingos, em Faro (a cerca de sete quilómetros) e “alguns escudam-se com o medo para não ir à missa”, conta a coordenadora. “Mas o medo não pode servir de desculpa. E há alguns pais que levam os meninos para a todo o lado, mas para a igreja não… Isso não faz sentido”, sublinha.

catequistas patacao pandemia

Os catequistas da comunidade de São Paulo no Patacão junto à Casa da Avó Germana, já redecorada e transformada em centro catequético temporário. Foto: Direitos Reservados.

 

“Este ano, são as crianças a pedirem para voltar e nós a pedirmos calma!”

Cerca de 700 km a norte do Patacão, na paróquia de Torre de Dona Chama (diocese de Bragança-Miranda), a estratégia encontrada para que todos participem na missa foi a de passar as catequeses para depois da eucaristia. “Temos a missa dominical às 10h e a catequese é uma consequência da eucaristia”, explica a coordenadora, Patrícia Bernardo. Neste momento, no entanto, são poucas as crianças que vão à missa, porque os encontros presenciais ainda não foram retomados.

Patrícia dá catequese na paróquia desde os 16 anos e hoje, com 42, orgulha-se de conhecer bem a comunidade. “Como esta é uma região marcadamente envelhecida, a nossa decisão em relação a este ano, uma vez que os miúdos têm uma grande relação com os avós, foi a de adiar o início do ano catequético para coincidir com o início do ano pastoral”, explica.

Em Torre de Dona Chama, a catequese deverá começar, se tudo correr bem, no dia 1 de dezembro, organizada em quatro grupos (pré-infantil, grupo da Eucaristia, grupo da Palavra e da Fé, e juvenil), que se reunirão nas quatro salas do centro pastoral da paróquia. Ao todo, há 62 crianças inscritas, um número que pode parecer pequeno, mas que ainda assim é demasiado grande para o espaço disponível, face à necessidade de distanciamento. Por isso, já decidiram que irão alternar sessões presenciais com sessões à distância. Até porque a experiência de utilização das novas tecnologias, durante a primeira vaga da pandemia, foi bastante positiva.

“Em março, começámos por suspender completamente a catequese… Não sabíamos bem como avançar. Mas depois tivemos a ideia de fazer dinâmicas à distância para envolver as crianças e as famílias: uma foi em maio, o mês de Maria, e outra em junho, o mês do Sagrado Coração de Jesus, que são meses que têm muito significado para as nossas comunidades”, recorda Patrícia Bernardo.

Em cada mês, criaram assim uma corrente de oração, composta por vídeos preparados pelas famílias que iam sendo partilhados, um por dia, no grupo privado da catequese na rede social Facebook. ”Surpreendentemente, a adesão foi enorme, mesmo de famílias que não eram habitualmente tão participativas na catequese”, destaca Patrícia. “Em alguns casos, as famílias envolveram inclusivamente crianças que não frequentavam as sessões, primos que estavam lá em casa a passar o período de confinamento, por exemplo… E até o presidente da Junta de Freguesia, a presidente da Assembleia de Freguesia e o presidente da Assembleia Municipal fizeram questão de participar com as respetivas famílias”, conta.

A ansiedade em relação ao regresso à catequese talvez nunca tenha sido tão grande como este ano, na comunidade de Torre de Dona Chama: “Nós estamos com a vontade toda de recomeçar e os miúdos também têm muitas saudades da catequese. Este ano, são a crianças a pedirem para voltar e nós a pedirmos calma!”, diz Patrícia, entre risos. No centro pastoral, tudo está já a ser preparado para recebê-las. “Vamos ter o apoio da Proteção Civil Municipal, que irá disponibilizar álcool-gel, toalhitas desinfetantes, máscaras para o caso de alguém não levar a sua, e a sinalética necessária”, sublinha a coordenadora da catequese.

Mas caso a evolução da pandemia obrigue a novo confinamento, também já está definido um plano B: “A grande aposta será na vivência dos quatro tempos fortes em comunidade: advento, quaresma, mês de Maria e mês do Sagrado Coração de Jesus”, através de dinâmicas online. Outra das grandes preocupações será assegurar o acompanhamento do grupo da Eucaristia, composto pelas crianças de sete e oito anos, que se preparam para o sacramento da Eucaristia, recebendo a Primeira Comunhão. “Esta fase é muito importante para eles, pois é a iniciação e primeira confirmação da fé”, sublinha Patrícia Bernardo, que confessa: “Este grupo é a nossa menina dos olhos de ouro!”

desenho catequese torre dona chama

No grupo de Facebook da catequese de Torre Dona Chama, foram sendo partilhados vídeos e desenhos feitos pelas crianças e suas famílias. Foto: Direitos Reservados.

A importância de envolver os pais

Foi precisamente por reconhecerem a importância desta fase que os catequistas da paróquia do Campo Grande, em Lisboa, juntamente com o pároco, decidiram não perder tempo e começar logo por aí: a catequese arrancou em setembro, com a preparação para as Primeiras Comunhões que já deveriam ter acontecido durante o período em que a catequese esteve suspensa, e que se realizaram no dia 27 desse mês.

“Fizemos uma missa específica para as Primeiras Comunhões, que não foi aberta ao resto da comunidade, como era habitual. As crianças estavam preparadíssimas e a vontade era muita. Agora, progressivamente, vamos fazer todas as festas que não se fizeram. Vamos ter festas todos os fins de semana!”, conta com entusiasmo Helena Presas, que nos últimos três anos coordenou a catequese familiar na paróquia.

“A catequese familiar foi um desafio ao qual resolvemos aderir há três anos, precisamente”, conta. “É feita de 15 em 15 dias, em vez de ser semanal, e as sessões demoram mais tempo, entre uma hora e meia e duas horas. Os pais vêm com as crianças, e durante a semana seguinte mantemos o contacto com eles via Whastapp.”

Helena Presas, que dá catequese na paróquia há 30 anos, confessa que já há muito tempo sentia a necessidade de renovação, e que esta teria de passar por um maior envolvimento dos pais. “Ou os pais estão comprometidos, ou então a catequese deixa lá qualquer coisa, mas não cria raízes suficientemente fortes que permitam que o edifício se construa solidamente”, considera.

Quando experimentaram o modelo da catequese familiar, notaram “uma diferença muitíssimo grande”, garante. Uma diferença para melhor. “O envolvimento dos pais faz com que eles próprios também cresçam na Fé. Houve pais nos quais se deu uma verdadeira conversão, uns que foram fazer o Crisma, uma que decidiu dar catequese este ano…”, conta.

“A catequese familiar transforma-os em protagonistas e nós estamos aqui só mesmo para apoiar… Nós somos o ponto”, reforça Ana Isabel Gameiro, a quem Helena Presas passou este ano a pasta da coordenação da catequese familiar.

Neste momento, há 50 crianças neste regime, que vai até ao terceiro ano. “A partir do quarto catecismo, as crianças já precisam de ter o seu próprio grupo e este espaço não deve ser ‘invadido’”, passando então ao “regime tradicional”, explica a nova coordenadora.

Ao todo, frequentam a catequese na paróquia do Campo Grande entre 500 a 600 crianças. “Este ano, no primeiro catecismo, houve muito menos inscrições… Sentimos que as pessoas estão muito receosas”, mesmo com a modalidade da catequese familiar, lamenta Ana Isabel. “Mas estamos com esperança de que cheguem mais entretanto e vamos ter abertura para as receber a qualquer momento”, assegura.

Ainda assim, foi necessário encontrar dezena e meia de novos catequistas, dado que alguns grupos maiores tiveram de ser divididos. Agora, são ao todo 80 catequistas, dos 16 aos 80 anos, que vão alternando encontros presenciais com sessões digitais. Ter de dar catequeses por videoconferência não é um problema, nem mesmo para os mais velhos, que não só “têm uma fé muito atual”, como se adaptaram de “uma forma espantosa às novas tecnologias”, assegura Helena Presas. “Os netos e os filhos dão sempre uma ajuda e as formações do patriarcado também têm sido muito boas”, acrescenta Ana Isabel.

Quanto às missas, “já voltaram a estar cheias”, depois de um período em que muitos assistiam à transmissão através da página de Facebook da paróquia. “Não podemos dizer às crianças para não virem… Andámos estes anos todos a incentivar para virem à missa, agora temos de ter muito cuidado para não passar a mensagem contrária”, alerta Helena. Se for preciso, e isso seria um ótimo sinal, haverá mais celebrações.

 

“O fundamental é estarmos em caminho”

Catequese. Comunhão. Liturgia.

“As pessoas estão a voltar à prática religiosa, os sacramentos estão a ser celebrados, a catequese está-se a adaptar, tudo está vivo”, diz Cristina Sá Carvalho. Foto © Agência Ecclesia.

 

“As pessoas estão a voltar à prática religiosa, os sacramentos estão a ser celebrados, a catequese está-se a adaptar, tudo está vivo… Mas os ritmos são aqueles que podem ser, de acordo com a realidade e possibilidades de cada paróquia”, conclui Cristina Sá Carvalho, coordenadora do Departamento de Catequese do Secretariado Nacional de Educação Cristã (SNEC).

Independentemente dos obstáculos e desafios vividos em cada comunidade concreta, “o fundamental é estarmos em caminho”, defende, e esse caminho está a ser percorrido. A responsável do SNEC não duvida de que “este esforço eclesial pelo qual todos estamos a passar” há de dar frutos, e “a verdade é que nestes meses já descobrimos coisas extraordinárias”. Uma delas foi a cultura digital: “E não vamos diabolizar esta nova cultura, vamos compreendê-la”.

Sem esquecer a importância da presença, porque “é isso a catequese, é fazermos caminho juntos, para o encontro com Jesus”. Nesse sentido, mesmo as “formações para as tecnologias que têm estado a ser promovidas mantêm sempre aquele que é o espírito e a lógica da catequese: um encontro com Jesus Cristo, mediado por pessoas”, assegura.

No passado mês de julho, recorda Cristina Sá Carvalho, o SNEC preparou, juntamente com os diretores dos serviços diocesanos da catequese, o documento “Orientações para catequese em tempos de pandemia”. “Já nessa altura tínhamos a consciência de que, agora, as coisas não iam ser mais fáceis”, assume a coordenadora do departamento do SNEC, pelo que a ajuda foi muito bem recebida. “Logo em julho e, sobretudo, durante o mês de setembro. as paróquias fizeram o estudo desse documento e têm estado a tomar as suas decisões. Estamos contentes pelo facto de terem assumido essa reflexão.”

Prova de que a catequese não baixou os braços e está à procura de pistas para o caminho foi o recorde de inscritos nas Jornadas Nacionais de Catequistas, que decorreram entre os dias 23 e 25 de outubro. “Ao fim de uma hora de abertura das inscrições, já tínhamos 50 pessoas registadas”, destaca a responsável. Pouco depois, mais de 500 catequistas de todas as dioceses, e alguns do estrangeiro, tinham esgotado os lugares previstos na plataforma digital em que a iniciativa decorreu pela primeira vez.

O tema escolhido para este ano, “Catequese e Família” foi um convite a aprofundar a reflexão sobre as modalidades de catequese familiar que o secretariado nacional tem promovido e que ganham ainda mais importância em contexto de pandemia. E a grande conclusão das jornadas foi precisamente a de que “é preciso envolver mais os pais na catequese”.

“Mas propusemos muitas formas diferentes de organização e ainda deixámos liberdade para que cada comunidade faça os ajustes necessários à sua realidade”, sublinha Cristina Sá Carvalho. “É evidente que a possibilidade de termos de fazer quarentena ou pequenos confinamentos coloca dificuldades a qualquer atividade que supõe o encontro entre as pessoas”, assume, mas “aprenderemos a viver a nossa fé com todos estes obstáculos, e será certamente uma fé mais resiliente”.

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