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Maria Inácia Rezola é a comissária executiva da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril. Foto retirada do vídeo.

Maria Inácia Rezola

Católicos foram “peça importante” do processo que levou ao 25 de Abril

Maria Inácia Rezola é a comissária executiva da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril. Foto retirada do vídeo.

Maria Inácia Rezola é a comissária executiva da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril. Foto retirada do vídeo.

 

O papel de alguns setores católicos nos antecedentes que desembocaram na Revolução de Abril bem como a “abertura a todas as religiões” como dimensão da democracia foram sublinhadas pela comissária executiva da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, em entrevista à agência Ecclesia.

Maria Inácia Rezola referiu o caso da Vigília da Capela do Rato, em 1972, acrescentando “episódios de contestação, de criticismo do interior da Igreja” relativamente aos regimes de Salazar e Caetano, para, relativamente ao período anterior ao 25 de abril de 1974, desenvolver:

“Temos uma juventude católica, formada no seio da Igreja, militante nos movimentos da ação católica, que entra claramente em contestação ao regime; o apelo da Capela do Rato era a cristãos e não cristãos, era uma vigília pela paz, que era um assunto premente em Portugal e tem um significado muitíssimo importante”.

“Inevitavelmente, observou ainda a coordenadora, este papel da Igreja e dos católicos é uma peça importante dessa história que nos vai conduzir ao 25 de abril. A Igreja era e é uma Igreja no seu tempo, no seu mundo, mas também é evidente que havia uma óbvia ligação desde os anos 30 entre a Igreja e o regime”.

Maria Inácia Rezola observou ainda que o diálogo entre religiões “é uma peça fundamental do Portugal contemporâneo e uma conquista fundamental de Abril”. “Não existe democracia se não existir essa abertura a todas as religiões e essa possibilidade de expressão, de manifestação e de vivência de todas as comunidades. Isso foi um passo enorme nos últimos 50 anos”, acrescentou.

A comissária lembrou o “papel muito interessante e muito importante” da Igreja Católica, atualmente, considerando que seria oportuno valorizar a dimensão do trabalho pela paz, que está presente no 25 de Abril, sobretudo em decorrência das guerras de independência em África, e que é preocupação da Igreja Católica, quando propõe, desde 1967, o primeiro dia do ano como Dia Mundial da Paz, com mensagens próprias dos papas.

 

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