Católicos têm obrigação de combater o antissemitismo, defendem bispos alemães

| 20 Jul 20

O ex-presidente da Conferência Episcopal Alemã, cardeal Marx, diz que os católicos “não podem olhar para o lado outra vez”. Foto © Klaus D. Wolf/Erzbischöfliches Ordinariat München

“Não podemos olhar para o lado outra vez.” A frase é uma referência à atitude de muitos católicos durante o Holocausto e foi escrita pelo cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique e Freising (Alemanha), numa carta que assinala os 70 anos do Conselho Central de Judeus, celebrados este domingo, 19 de julho.

Na carta dirigida a Josef Schuster, presidente da instituição criada na Alemanha cinco anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, o ex-presidente da Conferência Episcopal Alemã é perentório: “Não apenas como cidadãos, mas também como cristãos, temos a obrigação de nos opormos aos preconceitos em relação aos judeus e levantar-nos contra os ataques anti-judaicos”, avança o Novena News.

“Podem ter a certeza de que a Igreja Católica continuará a apoiar-vos na luta contra o antissemitismo”, escreveu, por seu lado, o atual presidente da Conferência de Bispos da Alemanha, Georg Bätzing, para quem os “ataques aos judeus são ataques à nossa democracia e à nossa coexistência”.

Na carta enviada a Josef Schuster, Bätzing reconhece que as “vozes judaicas” têm desempenhado um “papel importante” no “desenvolvimento da cultura democrática do país”, chamando a atenção para “os grupos e correntes extremistas e antissemitas”, que infelizmente estão “a aumentar”.

O bispo de Limburg assegura que um dos seus objetivos é aprofundar a “cultura de diálogo entre cristãos e judeus” e saúda a “vitalidade intelectual e espiritual do judaísmo na Alemanha”, recordando que o Conselho Central de Judeus fundou recentemente novas sinagogas, uma faculdade de estudos judaicos e dois seminários.

 

Artigos relacionados

Fazer férias e “oferecer” o 7MARGENS a alguém amigo

Fazer férias e “oferecer” o 7MARGENS a alguém amigo

Queremos multiplicar o número de leitores do 7MARGENS.
Todos os apoios são relevantes. E a ajuda para que seja cada vez mais vasta a nossa comunidade de leitores é imprescindível: com mais leitores poderemos ter mais apoios e com estes podemos fazer mais e melhor informação.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

Evento "importantíssimo" para o país

Governo assume despesas da JMJ que Moedas recusou

A ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, chegou a acordo com o presidente da Câmara de Lisboa sobre as Jornadas Mundiais da Juventude, comprometendo-se a – tal como exigia agora Carlos Moedas – assumir mais despesa do evento do que aquela que estava inicialmente prevista, noticiou o Expresso esta quarta-feira, 3.

Multiplicar o número de leitores do 7MARGENS

Em 15 dias, 90 novos assinantes

Durante o mês de julho o 7MARGENS registou 90 novos leitores-assinantes, em resultado do nosso apelo para que cada leitor trouxesse outro assinante. Deste modo, a Newsletter diária passou a ser enviada a 2.863 pessoas. Estamos ainda muto longe de duplicar o número de assinantes e chegar aos 5.000, pelo que mantemos o apelo feito a 18 de julho: que cada leitor consiga trazer outro.

Parceria com Global Tree

JMJ promove plantação de árvores

A Fundação Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 e a Global Tree Initiative estabeleceram uma parceria com o objectivo de levar os participantes e responsáveis da organização da jornada a plantar árvores. A iniciativa pretende ser uma forma de assinalar o Dia Mundial da Conservação da Natureza, que se assinala nesta quinta-feira, 28 de julho.

Abertura da nova sede do CELAM

Francisco relembra as três idolatrias

Recusem a mediocridade espiritual, o pragmatismo dos números e o funcionalismo que sempre ameaçam a marcha do Povo de Deus, recomendou o Papa Francisco aos bispos latino-americanos na sua mensagem por ocasião da inauguração da nova sede do Conselho Episcopal da América Latina e Caribe (CELAM).

Inscreva-se aqui
e receba as nossas notícias

Boas notícias

O renascer da Ordem Cisterciense em Portugal

No Mosteiro Trapista de Palaçoulo

O renascer da Ordem Cisterciense em Portugal

Filha de Trás-os-Montes e Alto Douro, acolhi com muita alegria a notícia da construção de um Mosteiro Cisterciense Trapista no planalto mirandês. Monjas italianas escolheram Portugal e estabeleceram-se aqui. Neste lugar aberto às montanhas azuis, ao longe; terra ressequida de xisto: urze, estevas, plantas rasteiras, juntamente com velhos carvalhos e sobreiros. Terra amarela do centeio. Cabras, ovelhas, vacas – o que resta. Nas aldeias, casas fechadas, tantas…

É notícia

Entre margens

Na ressaca da abundância

Fruir é o verbo do presente e andamos pelo mundo atrás de abundâncias: de coisas, de experiências, de bem-estar e de divertimentos, cada vez mais sofisticados e inacessíveis. Vivemos como se a felicidade estivesse fora de nós, nas coisas que corremos para comprar, nas pessoas com quem estamos, nas experiências que vivemos.

Férias — a alegoria das formigas

Hoje, e por estarmos no querido mês de Agosto, dou comigo a refletir sobre este lugar-comum da alegoria das formigas, que é o tempo de férias. Até temos a sorte de viver num país cuja esperança média de vida ronda os 80 anos; desses 80, somos forçosamente influenciados a trabalhar 48. E destes apenas três são tempo de férias.

É possível sonhar na velhice e alcançar

Sonhar?! Sonhos! Uns realizam-se, outros não, mas um homem sem sonhos é um homem pobre, sem visão, sem propósitos. Muitas pessoas têm a ideia de que sonhar é algo somente para os jovens, talvez porque naturalmente têm ainda muito tempo para viver. Mas será isso verdade?! Será possível sonhar na velhice? Entrar na velhice é parar de sonhar, projetar e avançar? Ou o que o impede ou lhe diz que não pode sonhar?

Cultura e artes

Festival de Melgaço

“Nós Viemos”: a emigração revisitada por José Vieira

Toda a sua vida e preocupação enquanto cidadão e cineasta tem sido voltada para a emigração. Aos sete anos, sentiu na pele a miséria dos “bidonvilles” e, após tirar Sociologia, optou por  filmar o problema daqueles que partiram em busca de uma vida melhor. “Procuro contar a minha história pessoal e da família para lembrar o drama da emigração colectiva”, disse ao “Sete Margens” José Vieira, que nesta edição do MDOC trouxe “Nós Viemos” (2021). O filme foi bem recebido pela assistência e é um forte candidato ao prémio Jean-Loup Passek.

Livros

O Grito que está dentro da nossa cabeça

No livro “Dos Sonhos e das Imagens: a Guerra de Libertação na Guiné-Bissau”, Catarina Laranjeiro regressa a um dos locais mais filmados por alturas da guerra, a tabanca (aldeia) de Unal, no sul da Guiné-Bissau. Ponto estratégico para o PAIGC pela sua proximidade com a fronteira com a Guiné-Conacri. Descobre, nesta viagem, as pessoas, as personagens que ainda vivem nesta geografia e nesta memória.

Festival de Melgaço

“Paraíso” de Sérgio Tréfaut encantou em tarde quente

É quase em clima “non stop” que decorre mais uma edição do MDOC/Festival Internacional de Documentário de Melgaço: quatro filmes em média, mais as manifestações paralelas, exposições, cursos Fora de Campo, Plano Frontal, residências artísticas. Como a temperatura é escaldante e, em alguns dias, chega a rondar 40 graus, a maioria dos participantes, vindos de várias geografias, opta pela sala climatizada da Casa da Cultura e, por lá fica, a apreciar filmes atrás de filmes pelo prazer da viagem e descoberta.

Sete Partidas

Acolher sem porquês

Eu e o meu namorado vivemos na Alemanha e decidimos desde o início da guerra na Ucrânia hospedar refugiados em nossa casa. Pensámos muito: nenhum de nós tem muito tempo disponível e sabíamos que hospedar refugiados não é só ceder um quarto, é ceder paciência, muita paciência, compreensão, ajuda com documentos…

Aquele que habita os céus sorri

Agenda

[ai1ec view=”agenda” events_limit=”3″]

Ver todas as datas

Parceiros

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This