Celebração ecuménica em Berlim assinalou 75 anos do fim da II Guerra Mundial

| 8 Mai 20

Catedral de Berlim, reflexo no rio Spree

A catedral de Berlim e o seu reflexo no rio Spree. Foto © Ansgar Koreng/Wikimedia Commons

 

A catedral luterana de Berlim acolheu esta sexta-feira, 8 de maio, uma celebração especial: para assinalar o 75º aniversário do fim da II Guerra Mundial e da libertação do regime nazi, os representantes das diferentes confissões religiosas na Alemanha uniram-se numa oração pela paz, de onde saiu um desejo comum: “Nunca desistir da reconciliação.”

Na celebração ecuménica, estiveram presentes o presidente da Conferência Episcopal Alemã (católica), Georg Bätzing, o presidente do Conselho da Igreja Evangélica (luterana) na Alemanha, Heinrich Bedford-Strohm, e o presidente da Associação das Igrejas Cristãs na Alemanha, Radu Constantin Miron. Devido à pandemia de covid-19, a celebração não foi aberta ao público.

Perto da catedral, no Memorial às vítimas da guerra e do totalitarismo nazi, o mais importante do país, o Presidente alemão, Frank-Walker Steinmeier, e a chanceler Angela Merkel colocaram coroas de flores.

Na semana passada, o bispo Georg Bätzing havia já discursado a propósito da importância deste dia, sublinhando que só recentemente os alemães começaram verdadeiramente a celebrá-lo.

“Por toda a Europa, o dia 8 de maio de 1945 tem sido recordado durante décadas como um dia de alegria e entusiasmo. Nós, os alemães, por outro lado, lutámos durante muito tempo com esta data. Foi o dia da rendição. Foi o dia da derrota”, afirmou o presidente da Conferência Episcopal Alemã. “No entanto, com a distanciar dos acontecimentos, os alemães foram percebendo cada vez melhor que o 8 de maio foi um dia de libertação para nós também. Nós também fomos libertados: dos horrores da guerra, da opressão nazi e do assassinato em massa”, concluiu.

Também o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, prestou homenagem aos milhões de mortos na II Guerra Mundial. Numa mensagem vídeo publicada no portal da ONU, Guterres diz que “nunca devemos esquecer o Holocausto e os outros crimes graves e horrendos cometidos pelos nazis“. Mesmo durante a crise de covid-19, “vemos novos esforços para dividir as pessoas e espalhar o ódio”, acrescenta. “Vamos lembrar as lições de 1945 e trabalhar juntos para acabar com a pandemia e construir um futuro de paz, segurança e dignidade para todos”, afirma.

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