O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) apelou a todos os seus membros (mais de 356 Igrejas em 120 países) para que se unam ao Dia Mundial de Oração pela Ucrânia, no próximo domingo, 24 de agosto. A iniciativa, organizada pelo Conselho Ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas, coincide com a data em que o país invadido pela Rússia celebrará o seu 34º Dia da Independência.
O objetivo, adianta o CMI no seu apelo, é criar uma corrente global de orações por uma paz duradoura, pedindo concretamente proteção para os cristãos nos territórios ocupados e para todos aqueles que ministram sob perseguição, rezando pelo regresso das crianças sequestradas, pela cura das famílias feridas, e pelo conforto daqueles que perderam entes queridos.
“Oramos por paz e justiça no mundo, sabendo que é isso que Deus deseja”, escreve o secretário-geral do CMI, Jerry Pillay, recordando uma das bem-aventuranças referidas no Evangelho de Mateus: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”.
O texto recorda ainda que cerca de 700 templos e igrejas de diversas denominações foram destruídos ou danificados na sequência das ações militares na Ucrânia, e mais de 70 pastores e padres ucranianos foram mortos por tropas russas.
O Papa Leão XIV pediu, por seu lado, a todos os fiéis que façam esta sexta-feira, 22 de agosto, um dia de oração e jejum pela paz em todo o mundo. O apelo foi lançado no final da audiência geral desta quarta-feira, na Sala Paulo VI, fazendo coincidir a data com aquela em que a Igreja irá assinalar a memória litúrgica da Bem-aventurada Virgem santa Maria, Rainha [ver 7MARGENS]. Vários bispos portuguesas estão a convidar as suas dioceses a associarem-se a este dia de oração e jejum convocado pelo Papa.










