Após reunião em Fátima

Bispos respondem a críticas ao “Relatório de Portugal ao Sínodo”

| 13 Set 2022

Os conteúdos do Relatório de Portugal ao Sínodo 2021-2023 “não foram inventados” pela comissão criada pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) para a sua redação, esclareceu em comunicado divulgado esta terça-feira, 13, o padre Manuel Barbosa, secretário e porta-voz daquele organismo. Esses conteúdos “encontram-se nos documentos” enviados pelas diferentes dioceses e “é importante ouvi-los, discerni-los, completá-los ou reformulá-los, mas não descartá-los”, sublinhou.

O esclarecimento da CEP surge na sequência de uma série de críticas ao relatório divulgado em agosto, nomeadamente duas cartas abertas – uma delas de jovens, a denunciar o “tom negativo” do mesmo, e uma “síntese alternativa” elaborada por dois padres do patriarcado de Lisboa. Neste último caso, um dos autores do texto, Ricardo Figueiredo, faz parte da comissão diocesana de Lisboa para o Sínodo, cuja síntese foi ela própria objeto de críticas, entre as quais um editorial do 7MARGENS, por não ter assumido muitos dos enunciados que os contributos surgidos no patriarcado tinham proposto.

Após ter discutido o tema na reunião do seu Conselho Permanente, que decorreu esta segunda-feira em Fátima, a CEP fez questão de mencionar no comunicado final que aquele relatório não constitui “um tratado sobre a Igreja no seu todo nem um juízo sobre a Igreja em Portugal” e que se trata de “um resumo de quanto surgiu nas etapas diocesanas para continuar o caminho de reflexão e transformação que temos por diante”.

“É uma atitude de bom senso escutar aquilo que surge do povo de Deus, nesta primeira etapa de participação, nas suas dimensões negativas, positivas e propositivas, para o caminho a fazer nas etapas seguintes”, sublinham os bispos portugueses, assegurando ainda que “terão ocasião de refletir sobre este documento e outras achegas que foram chegando, em atitude de discernimento comum, procurando escutar a voz do Espírito e da Igreja em Portugal, tendo como objetivo a transformação pessoal e comunitária de atitudes, instituições e processos”.

No mesmo comunicado, o padre Manuel Barbosa deu ainda conta de que foi feito o ponto de situação “em relação ao estado atual do processo de estudo sobre os abusos sexuais de crianças na Igreja Católica”, tendo a reunião contado com a presença de membros da Comissão Independente e do Grupo de Investigação Histórica sobre os arquivos das dioceses e das congregações religiosas. “A Comissão Independente concluirá o relatório deste estudo em finais de dezembro, prevendo-se a sua divulgação pública para meados de janeiro de 2023”, avançou.

Sobre este mesmo tema, o Expresso já noticiara no fim de semana que há uma lista com doze nomes de padres alegadamente abusadores que foi entregue ao Ministério Público. Desses, acrescentou o Público nesta terça-feira, 13, sete são do Patriarcado de Lisboa.

 

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