Conclusões de estudo

Cerca de 400 mil pessoas ficaram pobres com a pandemia

| 23 Jun 21

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Pessoa sem-abrigo em Lisboa: pelo menos 400 mil pessoas desceram abaixo do limiar da pobreza com a pandemia, concluiu o estudo. Foto © Miguel Veiga

 

Cerca de 400 mil pessoas caíram abaixo do limiar da pobreza na sequência da crise provocada pela pandemia da covid-19, agravando o fosso entre ricos e pobres na comparação com o cenário sem crise, revela um estudo realizado pelo Prosper – Center of Economics for Prosperity (Centro de Economia da Prosperidade – o nome da instituição é em inglês), da Universidade Católica Portuguesa. 

O limiar da pobreza foi definido como 60% do rendimento mediano equivalente. A taxa de risco de pobreza aumentou em 25%, de acordo com as conclusões principais do estudo, promovido pelo BPI/Fundação “la Caixa”. 

Outra das conclusões principais do estudo é que uma parte substancial da população portuguesa perdeu proveitos: o rendimento mediano anual equivalente, ajustado à dimensão e composição do agregado familiar, caiu em mil euros, passando de 10.100 euros no cenário sem crise para 9.100 euros no cenário com crise.

Este último dado é ainda mais grave do que aparenta: a maior parte das pessoas que sofreram essa perda de rendimentos estava na metade inferior da distribuição de rendimento no cenário sem crise. 

Como sucede em épocas de crise económica, quem já tinha pouco fica ainda com menos: as classes baixa e média-baixa e as pessoas com escolaridade até ao 9.º ano foram os grupos mais afectados pela crise, com perdas claramente acima da média nacional. Por regiões, foi o Algarve a que mais perdeu. 

A boa notícia das conclusões do estudo é que as políticas extraordinárias de protecção decididas pelo Governo português em 2020 conseguiram atenuar parcialmente o aumento da pobreza e da desigualdade. “Sem a sua implementação, o confinamento inicial de oito semanas teria produzido aproximadamente o mesmo impacto sobre a pobreza e a desigualdade que aquele calculado para um ano inteiro”, dizem os investigadores, nas conclusões principais que enunciam. 

O estudo, da autoria de Joana Silva, Anna Bernard, Francisco Espiga e Madalena Gaspar, admite que o regime de lay-off simplificado, destinado a trabalhadores por conta de outrem, e os apoios extraordinários para trabalhadores por conta própria “foram eficazes para atenuar o impacto da crise”.

Nas conclusões, os investigadores consideram que a pandemia “e a crise económica resultante trazem consigo desafios orçamentais substanciais”. Para os autores, “esforços governamentais de grande magnitude podem ser difíceis de sustentar por um período prolongado” e é “evidente que, sem uma forte recuperação, uma redução das políticas de protecção pode causar um impacto negativo substancial na pobreza e na desigualdade”.

O Observatório Social da Fundação “la Caixa” pretende fazer diagnósticos sobre a realidade social do país na área da educação, da cultura e dos indicadores sociais.

 

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[Segunda leitura]

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“Começa hoje a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 26 de setembro”. Juro que ouvi isto na passada terça-feira, dia 14 de setembro. Assim mesmo, sem tirar nem pôr, na abertura de um noticiário na rádio: “Começa hoje a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 26 de setembro”. Juro.

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