Chefe da segurança do Papa resigna após publicação de memorando

| 15 Out 19

Domenico Giani, comandante demissionário do corpo de segurança do Vaticano; imagem vídeo captada do TG2000

 

Domenico Giani, chefe da segurança do Vaticano e guarda-costas principal do Papa Francisco, resignou do seu cargo após ter sido divulgado na imprensa um memorando assinado por ele e no qual se identificavam cinco funcionários cuja entrada no Vaticano tinha sido suspensa na sequência de uma investigação sobre transações dfinanceiras suspeitas.

Giani distribuira o memorando para identificar os funcionários “suspensos”, mas alguém o divulgou a jornalistas. Num comunicado, a Sala de Imprensa da Santa Sé diz que a divulgação dos nomes e rostos é “prejudicial para a dignidade das pessoas envolvidas” e para a imagem da polícia. O comunicado afirma ainda que Giani “não tem responsabilidade pessoal” pelo caso e diz que o Papa elogiou a “lealdade e fidelidade inquestionável” de Giani ao Papa, tal como a sua “extrema competência” e “indisputável profissionalismo”.

 

Saída com elogios

Numa entrevista dada ao Vatican News, Giani afirma sentir-se agradecido por ter recebido elogios do Papa Francisco até ao último momento. “Vivo este momento difícil com serenidade interior que aqueles que me conhecem sabem que marcou o meu estilo de vida, mesmo diante de acontecimentos dolorosos”, afirmou. “Estou, portanto, profundamente agradecido ao Santo Padre, porque o facto de atestar a lealdade, honra e fidelidade com a qual realizei o meu serviço, me ajuda a enfrentar com serenidade o futuro e os novos compromissos que poderei assumir, no âmbito das minhas competências, após essa experiência extraordinária.”

Uma das cenas mais curiosas que Giani protagonizou foi quando, em Setembro de 2015, levou ao Papa uma bebé vestida como ele. Francisco rira-se bastante e, ao devolver a bebé aos pais, Giani disse-lhes, rindo também, que o Papa afirmara que eles tinham muito sentido de humor.

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