António Raminhos em entrevista

“Cheguei a pensar ser padre… não é muito diferente de ser comediante”

| 25 Nov 2022

antonio raminhos foto direitos reservados

Atualmente, António Raminhos não se revê na falta de abertura da Igreja Católica e diz-se mais cristão do que católico. Foto: Direitos reservados.

 

Andou na catequese, foi escuteiro, e, em plena adolescência, quis ser padre – talvez porque também nesse papel teria de falar às pessoas e cativá-las. A obrigatoriedade do celibato assustou-o. Mais tarde, o sentir que havia falta de coerência dentro da Igreja Católica também. É apaixonado pelas religiões (até gostava de fazer um programa de televisão sobre elas), mas é a figura de Jesus Cristo que verdadeiramente o inspira. Hoje, apesar de ter decidido batizar as três filhas ou de ter ido recentemente a Fátima a pé, não se revê na falta de abertura da Igreja Católica e diz-se mais cristão do que católico. Em plena digressão do seu mais recente espetáculo “Não sou eu, é a minha cabeça”, o comediante António Raminhos falou ao 7MARGENS sobre a sua relação com a fé e a forma como esta pode ajudar pessoas que, como ele, sofrem com distúrbios de ansiedade. E também de como a religião é um terreno fértil para o seu trabalho…

 

7MARGENS – Cresceste numa família católica praticante. As tuas vivências em Igreja, durante a infância e a juventude, foram felizes?

ANTÓNIO RAMINHOS (A.R.) – Sim, posso dizer que sim! Fiz o caminho que fazia a maior parte dos miúdos naquela altura. A minha família era muito tradicional, os meus pais cantavam no coro da missa, na Igreja dos Olivais, e a minha irmã chegou a cantar lá também… Eu não, porque nunca gostei de cantar! Mas o meu padrinho de batismo era padre (o padre António Rocha, que era muito querido nos Olivais), e eu fiz tudo até ao crisma: andei na catequese, fui escuteiro… Só me faltava ir para padre!

 

7M – E chegaste mesmo a equacionar a hipótese de ser padre, certo?

A.R. – Sim, é verdade! Porque, a dada altura, eu próprio comecei a desenvolver uma espiritualidade. Já não ia à missa só porque tinha de ir, por causa dos escuteiros, mas porque eu próprio queria ir… E depois, por volta dos 14, 15 anos, achei mesmo que podia vir a ser padre. Agora que penso nisso, não é assim tão diferente de ser comediante, no sentido em que estou a falar para pessoas e tenho de cativar a atenção das pessoas. E eu via-me muitas vezes a falar para pessoas… Se calhar, eu já me via era a fazer o que faço hoje, mas como na altura não associava à comédia, parecia-me que o mais próximo de estar a falar com pessoas era ser padre.

antonio raminhos, aos 7 anos, com a irmã e os pais, à saída da missa na Igreja dos Olivais

António Raminhos, aos 7 anos, com a irmã e os pais. “Fiz tudo até ao crisma: andei na catequese, fui escuteiro… Só me faltava ir para padre!”, recorda. Foto: Direitos reservados.

 

7M – O que é que te fez mudar de ideias?

A.R. – A obrigatoriedade do celibato. Isso estragou-me os planos! [Risos] Achei que seria muito complicado cumprir… Depois, ainda pensei: “Há as igrejas evangélicas e eles têm uma abertura diferente em relação a esse tema…”. Mas acabei por desistir da ideia. Na verdade, a minha espiritualidade passou a ser cada vez mais direcionada para Cristo e cada vez menos para as tradições religiosas católicas. E hoje sou uma pessoa que frequenta igrejas, e gosto muito de lá estar, mas especialmente se estiverem vazias.

 

7M – Pensaste em mudar de religião?

A.R. – Eu tenho muita curiosidade em relação a todas as religiões. Por exemplo, em 2019 estive em Istambul, fui visitar uma mesquita e foi muito engraçado: a mesquita tinha uma zona destinada a turistas e outra para os fiéis. E eu quis ir a essa parte para rezar! Mas havia seguranças à entrada e eles perguntaram-me: “Mas o que é que quer fazer?”. Eu respondi: “Quero ir rezar.” “Mas é muçulmano?”, insistiram. E eu: “Não, sou cristão.” “Então mas quer rezar à maneira cristã ou à maneira muçulmana?”, perguntaram eles. E eu disse: “Quero rezar à minha maneira!”

Eles ficaram a olhar para mim, mas como acho que não perceberam metade do que eu dizia, acabei por não entrar. Aqui em Portugal, por exemplo, já fui à mesquita em Lisboa assistir a uma oração com o xeque David Munir, fui almoçar com ele… E costumo ir almoçar ao templo hindu, que para mim tem um dos melhores restaurantes vegetarianos de Lisboa! E pratico uma arte marcial que tem uma forte componente budista, que é o Shorinji Kempo. Tenho mesmo uma curiosidade muito grande pelas várias religiões…

 

7M – Mas continuas a considerar-te católico?

A.R. – Eu digo muitas vezes que sou mais cristão do que católico. Cristo é o pilar da Igreja Católica e eu identifico-me totalmente com os princípios de Cristo. Mas a Igreja, como toda a gente sabe, tem as suas questões…  Então eu desliguei-me mais da Igreja e centrei-me nos fundamentos em si. Não sou católico praticante, neste momento não vou à missa… Mas tenho amigos padres, como o padre Paulo Duarte, ou o padre Tiago Fonseca, da Ericeira. E ainda [há dias] lhe mandei uma mensagem, porque queria fazer mais voluntariado aqui na zona.

7M – Entretanto, conheceste a Catarina, tiveram três filhas… Isso mudou a tua relação com a Igreja?

A.R. – A Catarina é que estragou tudo! [risos] Ela tem uma fé também muito particular. Acredita em Deus, mas não gosta de falar de Deus… E eu já lhe disse: “Podes chamar-lhe outro nome, não precisa de ser ‘Deus’. Podes até chamar-lhe Manel, se quiseres!” [Risos]

Em relação ao nosso casamento, é engraçado… Nós primeiro vivemos juntos durante três anos, e a minha mãe não gostou muito. Ela sempre foi uma pessoa até muito liberal e lembro-me de que, quando lhe dissemos que íamos viver juntos, ela ficou um bocado zangada. Quando lhe perguntei porque é que tinha ficado assim, ela disse: “Se vocês sabem que gostam um do outro, deviam casar. Se vão viver juntos, é como se estivessem a duvidar das vossas próprias capacidades”.

Aquilo não fez muito sentido para mim, mas depois, passados uns três anos, senti a necessidade de casar. A Catarina, por ela, estava bem assim. Mas eu acho que percebi, nessa altura, aquilo que a minha mãe tinha dito. Casámos pela Igreja e à Catarina, depois, também lhe fez sentido. Batizámos as nossas filhas e eu vivi o batismo delas, eu atribuí a importância que se deve dar ao batismo, embora saiba que a maioria dos convidados não. Para a maior parte das pessoas, é só mais uma festa. As mais velhas andaram na catequese, mas pararam com a pandemia e ainda não regressaram. Mas têm Educação Moral e Religiosa Católica na escola.

antonio e catarina raminhos no dia do seu casamento , foto direitos reservados

Depois de terem vivido juntos durante três anos, António e Catarina Raminhos decidiram casar-se pela Igreja. Foto: Direitos reservados.

 

7M – E ainda no mês passado foste a Fátima a pé… O que te levou a fazer essa peregrinação?

A.R. – Quando a minha mãe esteve doente, em 2016, eu fui a Fátima. Não fiz uma promessa, mas pedi algum apoio para ela e disse que, se tudo corresse bem, voltaria lá para agradecer. Não correu, ela acabou por falecer, mas eu voltei na mesma, porque achei que fazia sentido. Tinha na mesma muito para agradecer… O desfecho que a minha mãe teve era o desfecho que tinha de ser. Não fiquei revoltado, não fiquei zangado nem com Deus, nem com a Virgem, nem com quem quer que seja. Então ir fazer esse agradecimento era algo que eu já tinha pensado há muito tempo. Entretanto, percebi que um amigo meu, o Rui, tinha feito uma aposta com a mulher e ia a Fátima a pé. Então liguei-lhe, propus-lhe irmos os dois, e fomos mesmo!

 

7M – Como foi a experiência?

A.R. – Foi uma prova de superação! Encontrámo-nos em Ribeira d’Ilhas [Ericeira] e fizemos um percurso completamente alternativo. Fomos junto à costa, depois seguimos até à Lourinhã e depois Óbidos. Foi um caminho muito bonito, mas chegámos a Óbidos já eram nove e tal da noite e tínhamos feito 55 quilómetros…

No segundo dia, quando me levantei, pensei mesmo: “Eu não vou conseguir!” Tinha uma canelite, que é uma lesão na tíbia, e quando andava parecia que me estavam a espetar facas nos joelhos… Mas é mesmo uma prova de superação e lá fomos andando. Pelo caminho, aconteceu tudo o que um amigo que já fez várias peregrinações a Fátima a pé nos disse que iria acontecer: em primeiro lugar, que nos íamos rebentar todos, depois que às vezes íamos estar em silêncio, outras vezes a conversar, umas vezes sobre coisas super-sérias, outras vezes a rir, numas alturas íamos querer estar acompanhados e noutras sozinhos…

Aconteceu isso tudo. E, quando estávamos a dois quilómetros de Fátima, emocionei-me muito: ganhei consciência de tudo aquilo que tínhamos passado, de que estávamos a chegar e íamos conseguir… e desatei a chorar. Depois, já em Fátima, mesmo no santuário, não senti nada de especial, por uma razão muito parva: é que nós fomos na semana antes do 13 de outubro e já havia muita gente. Como as pessoas me reconheciam, muitas vinham ter comigo e pedir fotos e eu estava sempre a sentir-me observado, ou seja: não pude viver aquele momento e fiquei a pensar que há muita gente que está ali e não está pela fé, mas porque sim, como nos batizados. De qualquer forma, o caminho é mais importante que a chegada, a chegada é um bónus. E o que eu senti naqueles dois quilómetros antes já tinha sido a minha chegada. A espiritualidade não está nos sítios, os sítios são um lugar de encontro… E agora já estou a pensar fazer outra peregrinação a pé, a Santiago de Compostela.

antonio raminhos em fatima, foto direitos reservados

Em outubro deste ano, António Raminhos foi a Fátima a pé com um amigo. “O caminho é mais importante que a chegada, a chegada é um bónus”, diz. Foto: Direitos reservados.

 

7M – Coincidência ou não, no dia em que chegaste a Fátima, ficou em linha a gravação (podcast) da tua entrevista ao padre Paulo Duarte, e encontraste-o no santuário… O que mais te marcou dessa conversa?

A.R. – Gostei muito da perspetiva que ele traz. Há uma nova geração de padres que está a tentar trazer uma outra imagem da Igreja Católica. São pessoas mais ligadas à ciência, que estudaram antropologia, filosofia, que têm conhecimentos e experiências que lhes permitem também ter uma outra visão da própria religião. São mais abertos, e mais abertos até às próprias dúvidas das pessoas. Os padres mais antigos estão mais agarrados às regras da Igreja Católica, e o mundo não é preto nem branco, é cinzento. Há muitas coisas que, para serem entendidas, exigem outra abertura de espírito e acho que esta nova geração de padres está a trazer isso.

 

7M – Partilhaste nas redes sociais que gostarias de fazer um programa de televisão sobre religiões… Em que consistiria?

A.R. – Essa ideia surgiu ainda antes da pandemia, devido ao tal interesse que tenho pelas religiões e por ter contacto com alguns líderes espirituais. O objetivo era fazer um programa de light entertainment, que fosse divertido, mas ao mesmo tempo informativo, em que em cada episódio eu vivenciasse uma das religiões representadas em Portugal, desde a católica ao islão, passando pelo hinduísmo, o budismo, o judaísmo, a fé bahá’í…

Apresentei a ideia ao Alto Comissariado para as Migrações, tive reuniões com os líderes das diversas religiões, e todos aceitaram a ideia e se mostraram disponíveis para colaborar. Só ainda não avançámos porque já apresentei a vários canais, mas as respostas têm sido sempre “logo se vê”… A ideia está cá e tem pernas para andar. Se calhar se eu fizesse um Big Brother com um representante de cada religião, que também não era má ideia, já tinha avançado!

 

7M – A religião, e em particular a Igreja Católica, tem muito potencial humorístico e tu tens aproveitado!

A.R. – Potencial de comédia tens em praticamente todos os campos, porque a comédia é veres o outro lado, é colocares a questão “E se?…”, “E se isto fosse diferente?”. Depois o facto de eu ter crescido como católico praticante e de conhecer algumas coisas da Bíblia também me dá vantagem, porque me permite ir buscar certas referências. Eu tenho uma piada, por exemplo, a propósito daquelas pessoas que dizem que tudo o que está na Bíblia é verdade e faz todo o sentido, mesmo interpretado literalmente… Eu digo que não sei se é bem assim, porque há uma passagem da Bíblia, no Livro de Samuel, em que David pede a mão da filha do rei Saúl em casamento, e ele diz que para isso David tem de lhe trazer 100 prepúcios de filisteus. Ora David gostava tanto dela que não se limitou a trazer 100 prepúcios, mas 200! Eu não se isto é uma coisa muito boa para ser interpretada de forma literal. O pior de tudo é que este gajo que leva 200 prepúcios a este pai casa mesmo com aquela mulher e de certeza que passa o resto da vida a atirar-lhe isso à cara. Imagina: vão os dois para a cama, ela não quer… E ele: “Andei eu a arrancar duzentos prepúcios para tu nem sequer quereres ver o meu agora?”. [Risos]

 

7M – Como é que as pessoas reagem? Há quem fique ofendido?

A.R. – Tenho sempre dois tipos de reações: a dos ateus, agnósticos ou revoltados com a Igreja, que se riem muito; e a daqueles que são muito crentes e que ficam naquela de “não sei se posso rir disto”. Até queriam, mas… Às vezes, eu próprio penso se não estarei a ser muito agressivo, se não estarei a ofender, nem tanto as outras pessoas, mas até a mim próprio… E esse é um bom barómetro.

antonio raminhos em espetaculo no porto, 25 nov 2022

António Raminhos no final do espetáculo “Não sou eu, é a minha cabeça”, no Porto, dia 24 de novembro de 2022. A religião tem sido inspiração para muitas das suas piadas. Foto: Direitos reservados.

 

7M – No espetáculo “Não sou eu, é a minha cabeça”, falas sobre a perturbação obsessivo-compulsiva, com que tens lidado desde criança… De que forma é que a fé te ajudou, ou prejudicou, relativamente aos problemas de ansiedade?

A.R. – É curioso que, quando eu era miúdo, rezava sempre da mesma maneira, precisamente por causa da perturbação obsessivo-compulsiva e achava que, se não o fizesse daquela maneira, iria acontecer alguma coisa de errado… Então, se me enganava, tinha de voltar atrás e rezar sempre daquela forma.

Isto acontecia com a oração, mas não tinha a ver com a religião em si. Poderia ter sido com abrir e fechar portas, por exemplo. Manifestava-se ali porque eu era católico. Se fosse ateu ou hindu, manifestar-se-ia na mesma. Mas muitos livros de psicologia e muitos estudos falam sobre a importância da fé nos problemas de saúde mental e nomeadamente da perturbação obsessivo-compulsiva.

Um dos livros que li, When in Doubt, Make Belief (“Na dúvida, acredita”) mostra a importância da fé e diz-nos que a fé é isto: aceitar a dúvida. Mais do que ter a certeza de que vai ficar tudo bem, é aceitar o momento em que tu estás e abrir os braços àquilo que venha. E o padre Paulo, no podcast, fala precisamente sobre isso… Também falámos daquelas pessoas que estão doentes e não vão ao médico porque acham que a fé cura tudo, e ele concordava comigo: a fé não cura tudo, mas a fé suporta, a fé prepara-nos. E a fé pode ser no que quisermos: no meu caso é em Deus. No caso de um agnóstico, o facto de aceitar que não sabe o desfecho do que vai acontecer é também uma forma de fé.

 

7M – Como pessoa que hoje se considera mais cristã do que católica, o que gostarias de dizer à Igreja Católica?

A.R. – Eu não posso falar muito, precisamente porque já não estou muito por dentro da Igreja. Mas acima de tudo gostaria que a Igreja Católica compreendesse que é mais aquilo que se desconhece do que aquilo que se conhece, e que pregar o amor implica praticá-lo também. Nesse sentido, deveria ter mais abertura para receber todos, independentemente da sua origem, género, orientação sexual… A expressão máxima do amor é exatamente essa: aceitar as diferenças, e aceitar que todos podem viver nessa comunhão. E se essas pessoas têm algo em comum que é Cristo, que é Deus, o que mais é preciso?

O amor implica empatia, compaixão… A empatia implica tu colocares-te no lugar do outro e perceberes que o que o outro está a dizer é real e é sincero; a compaixão implica também aceitar a diferença do outro, e tu não podes falar sobre isso e depois fazer o contrário do que dizes. Nesse aspeto, a Igreja tem sido um bocadinho incoerente, por isso o meu conselho seria esse mesmo: no fundo, que voltasse mais a Cristo.

 

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