
A imagem oficial deste dia no Chile. Foto: Direitos reservados.
“Que a dor não nos seja indiferente”. Com este mote, milhares de chilenos vão evocar este domingo os mais de 40 mil mortos que a pandemia provocou no país numa jornada com o título “Dia da condolência e do adeus”.
A iniciativa surgiu em julho último de um grupo de psicoterapeutas que lançaram um apelo nacional a autarquias, meios de comunicação social, instituições de ensino e outras instituições, para que aderissem e organizassem as iniciativas que entendessem mais adequadas. Um site foi também aberto para apoiar e inspirar a jornada.
O programa inclui um assim chamado “ Memorial da Audiência”, que consiste em micro-gravações de familiares e amigos que evocam o nome e traços da vida de alguém próximo que partiu. Esse ato demora 60 minutos e ocorre através de uma rede de rádios locais. Inclui, a seguir, uma vigília, para a qual todos os cidadãos são convidados. Para isso devem sair para a frente de suas casas, colocar uma vela evocativa e observar um minuto de silêncio (no caso de apartamentos, deverão iluminar os seus smartphones durante esse minuto de silêncio).
Mas há outro tipo de manifestações que foram anunciadas. A Universidade do Chile, por exemplo, vai criar um bosque de espécies arbóreas autóctones com a designação da jornada, numa primeira etapa com 200 árvores, como forma mais perene de recordar os membros da comunidade universitária que faleceram, bem como os da comunidade onde o campus está inserido.
Numa outra instituição universitária, a Universidade Central, os seus membros são convidados a participar num ato simbólico de reconhecimento social e condolências, traduzido numa galeria com fotografias e mensagens de despedida, que serão também disponibilizadas no site da instituição.
Recorde-se que também em Portugal está prevista uma jornada de natureza similar, designada “Memória e Esperança”, que se realizará em 22, 23 e 24 de outubro, com o patrocínio do Presidente da República.









