Acordo violado

China nomeia novo bispo de Xangai sem aprovação do Vaticano

| 5 Abr 2023

bispo Shen Bin, nomeado para a diocese de Xangai em abirl de 2023, foto Comunità di Sant’Egidio

A instalação de Shen Bin (ao centro) como bispo de Xangai aconteceu sem a aprovação do Vaticano e, portanto, em violação do acordo assinado em 2018 entre a Santa Sé e a China. Foto © Comunità di Sant’Egidio.

 

O bispo Shen Bin, que estava desde 2010 à frente da diocese de Haimen, no noroeste da China, tomou posse esta terça-feira, 4 de abril, na diocese de Xangai, na sequência de uma decisão do Conselho dos Bispos Chineses, subordinado ao Estado, e sem aprovação prévia da Santa Sé.

O diretor da Sala de Imprensa Vaticana, Matteo Bruni, esclareceu que “a Santa Sé tinha sido informada dias antes da decisão das autoridades chinesas” de transferir o bispo e “soube pelos média da tomada de posse”, na manhã de terça-feira. “Por enquanto – acrescentou -, não tenho nada a dizer acerca da avaliação da Santa Sé sobre o assunto”.

De acordo com a Asia News, a instalação de Shen Bin, 53 anos, como bispo de Xangai aconteceu sem a aprovação do Vaticano e, portanto, em violação do acordo Vaticano-China, assinado em 2018.

A segunda revisão deste acordo, cujo conteúdo tem sido mantido em segredo por ambas as partes, aconteceu em outubro de 2022. Sabe-se, no entanto, que inclui indicações explícitas relativamente às ordenações episcopais [ver 7MARGENS].

No mês seguinte, a Santa Sé tornou público um raro comunicado de crítica ao Governo da República Popular da China, motivado pela notícia da instalação de um bispo num quadro normativo fora desse acordo.

“A Santa Sé espera que episódios semelhantes não se repitam, permanece na expetativa de comunicações credenciadas por parte das autoridades e reafirma a sua total disponibilidade para continuar o diálogo respeitoso sobre todos os assuntos de interesse comum”, sublinhava o comunicado.

A diocese de Xangai não tinha um bispo católico há dez anos, O anterior bispo, Ma Daqin, encontra-se em prisão domiciliária no Seminário de Sheshan por ter renunciado à Associação Patriótica imediatamente após a sua ordenação episcopal. Embora mais tarde tenha decidido regressar ao órgão dependente do Partido Comunista Chinês, o governo não voltou a reconhecê-lo com bispo da diocese, apesar de contar com o reconhecimento do Vaticano.

O novo bispo afirmou esta terça-feira que continuará a tradição de “patriotismo e amor” pela Igreja em Xangai. Segundo a Asia News, Shen Bin divulgou uma mensagem na aplicação chinesa WeChat, enfatizando que vai aderir ao princípio de independência e autogestão, e aos esforços para “sinicizar” o catolicismo na China.

 

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