
Menina chinesa a ler. @Foto de Jerry Wang on Unsplash
O governo chinês divulgou esta segunda-feira, 27 de setembro, planos que visam reduzir o número de abortos, como uma das medidas para contrariar a baixa taxa de natalidade no país.
Segundo o diário Washington Post, a meta, que consta de um extenso documento sobre a saúde da mulher, será a redução dos “abortos não médicos”, não estando especificado se a via a seguir será o aumento do uso de anticoncetivos ou as restrições ao acesso aos abortos legais.
A República Popular da China atingiu em 2019 o valor mais baixo da taxa de natalidade desde há 60 anos. Durante as últimas décadas a política oficial foi limitar de forma forçada o número de filhos por casal a um. Em paralelo, o aborto estava amplamente liberalizado.
Em maio último, foi anunciada a decisão de permitir que cada casal possa ter três filhos, mas muitos agora preferem não ter mais de um, invocando os custos e as exigências profissionais.
A medida agora anunciada segue-se a outras restrições ao aborto já aplicadas desde 2018. Na rede social chinesa Weibo, surgiram de imediato os comentários de mulheres, inquietas e à procura de mais pormenores sobre o alcance da legislação anunciada.









