Termina relação exclusiva de oito anos

Christian Aid rompe com o banco Barclays por este investir nos combustíveis fósseis

| 25 Jul 2023

Manifestação contra Barclays. Foto © Christian Climate Action

Desde 2016, o Barclays investiu cerca de 150 mil milhões de libras em empresas de combustíveis fósseis, divulgou a organização Christian Climate Action, que liderou a campanha para que a CA deixasse de trabalhar com o banco.. Foto © Christian Climate Action.

 

A Christian Aid (CA), a maior organização cristã de ajuda humanitária do Reino Unido, deixará de operar com o banco Barclays por este se recusar a desinvestir na sua estratégia de financiar as empresas de combustíveis fósseis, anunciou esta terça-feira, dia 25 de julho, a instituição.

A partir de outubro deste ano, toda a atividade bancária e financeira da CA – uma organização que no ano 2021-2022 mobilizou 78,4 milhões de libras (perto de 92 milhões de euros) – será realizada através do Lloyds, pondo ponto final a uma relação financeira exclusiva com o Barclays que durava há oito anos.

Desde 2016, o Barclays investiu cerca de 150 mil milhões de libras em empresas de combustíveis fósseis, apesar de ter estabelecido metas para reduzir as emissões globais em 40% até 2030, divulgou a organização Christian Climate Action, que liderou a campanha para que a CA deixasse de trabalhar com o banco.

O facto do Barclays continuar a financiar em larga escala as causas que provocam as alterações climáticas que são um “grande impulsionador da pobreza em todo o mundo” foi a gota d’água para a Christian Aid, disse um porta-voz da organização que revelou estar a decisão a ser estudada há cerca de um ano. “Uma das questões mais importantes a ter em conta” foi encontrar “um banco que pudesse garantir que fazia chegar dinheiro a países de difícil acesso”, ou fora do sistema financeiro mundial, dado que a Christian Aid presta ajuda humanitária a populações a viver em países em guerra, ou zonas fechadas ao contacto com o exterior.

Tony Burdon, diretor executivo da organização Make My Money Matter, comentou a decisão da CA nestes termos: “A escolha sobre onde os indivíduos e as organizações colocam o seu dinheiro, as suas poupanças, as suas pensões e as suas contas bancárias são algumas das mais importantes decisões que se podem tomar na batalha contra as alterações climáticas. A resolução da Christian Aid mostra que todos podem fazer com que o seu dinheiro (pouco, ou muito) ganhe importância. Esta decisão dá um sinal claro ao Barclays de que chegou a hora de parar com a sua perigosa prática de financiar a expansão de combustíveis fósseis. Esperamos que todas as organizações sigam o exemplo da Christian Aid e se certifiquem de que o seu dinheiro esteja colocado de acordo com os seus valores e objetivos e não em contradição com eles.”

 

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Na Calábria, com Migrantes e Refugiados

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Estou na Calábria com vista para a Sicília e o vulcão Stromboli ao fundo. Reunião de Coordenadores das Redes Internacionais do Graal. Com uma amiga mexicana coordeno a Rede de Migrantes e Refugiados que abrange nada mais nada menos que 10 países, dos Estados Unidos, Canadá e México às Filipinas, passando por África e o sul da Europa. Escolhemos reunir numa propriedade de agroturismo ecológico (Pirapora), nas escarpas do mar Jónio, da antiga colonização grega. Na Antiguidade, o Mar Jónico foi uma importante via de comércio marítimo, principalmente entre a Grécia e o Sul da Itália.

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