
As práticas religiosas “pode fazer toda a diferença no bem-estar dos doentes, contribuem para humanização dos cuidados e para uma assistência mais personalizada”, defende o capelão do Hospital de Santa Maria. Foto: Direitos reservados
Começa esta quinta-feira, 16 de novembro, na Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, o ciclo de conferências “Conhecer para Cuidar”, uma série de encontros que visam divulgar, junto dos profissionais de saúde, as diferentes práticas religiosas associadas aos momentos de nascimento, doença e morte, para que possam compreender melhor os seus utentes, seja qual for a sua religião, e assim promover o seu bem-estar e direitos.
Os encontros, dinamizados pelo Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), terão uma periodicidade mensal e a duração de uma hora (das 12h às 13h), sendo transmitidos em direto via Zoom e depois disponibilizados na página de Youtube do CHULN.
“É muito importante que os profissionais de saúde conheçam estas diferentes práticas, porque só respeitamos aquilo que conhecemos”, afirma o padre Fernando Sampaio, capelão do Hospital de Santa Maria, em declarações ao 7MARGENS.
O também coordenador nacional das capelanias hospitalares assinala que estas práticas – que envolvem o acompanhamento espiritual, mas também a alimentação que deve ser oferecida, por exemplo – “podem fazer toda a diferença no bem-estar dos doentes, contribuem para humanização dos cuidados e para uma assistência mais personalizada”.
Um dos objetivos destas sessões é também dar a conhecer o Manual de Assistência Religiosa Hospitalar, publicado já em 2011, mas que “apesar da divulgação que tem sido feita, continua desconhecido de muitos”, refere o padre Fernando Sampaio.
Esta primeira conferência, de lançamento do ciclo, contará com a presença de Vera Jardim, presidente da Comissão de Liberdade Religiosa. As seguintes serão centradas, cada uma delas, numa religião específica, e conduzidas por representantes dessas mesmas religiões. A participação é gratuita e não é necessária inscrição prévia.
Brevemente, o serviço de assistência espiritual do centro hospitalar assumirá “uma nova forma”, pois passará a integrar, “de um modo formal”, assistentes espirituais de outras religiões além da católica, adianta ainda o padre Fernando Sampaio. “Estamos neste momento a fazer a acreditação de pastores evangélicos e ministros de culto de outras religiões para que estes passem também a ser formalmente reconhecidos como assistentes espirituais nos hospitais, o que até agora só acontecia informalmente”, explica o capelão de Santa Maria. Um processo que “também já está a avançar no centro hospitalar de Coimbra e que esperemos que se estenda a todo o país”, conclui.









