Cimeira do clima: Nem todos partilham do entusiasmo de Biden

| 23 Abr 2021

cimeira clima biden

No termo da cimeira, Biden referiu estar entusiasmado com as metas assumidas por vários chefes de Estado, mas Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, alertou para o facto de os compromissos, por si só, não serem suficientes. Imagem retirada da transmissão online do evento.

 

A descarbonização da economia, imposta pela necessidade de redução das emissões de dióxido de carbono para controlar o aumento do aquecimento global, não deve ser encarada como um problema, mas como uma oportunidade, sublinhou nesta sexta-feira, 23, o Presidente dos EUA. Joe Biden falava no segundo dia da cimeira virtual sobre o clima, que convocou para relançar o compromisso mundial contra as alterações climáticas.

“A sessão final de hoje não é sobre a ameaça que as alterações climáticas representam”, disse Biden. “É sobre a oportunidade que nos é oferecida por querermos fazer-lhes frente, uma oportunidade para criar milhões de empregos bem remunerados em setores inovadores, em todo o mundo.” O Presidente americano enfatizou a importância de garantir que os trabalhadores que “prosperaram nas indústrias de ontem e de hoje tenham um futuro brilhante nas novas indústrias.”

No termo da cimeira, Biden referiu estar entusiasmado com as metas assumidas por vários chefes de Estado que nela participaram [ver notícia no 7MARGENS]. O Presidente dos EUA apontou a próxima Cimeira do Clima, que se realiza em Glasgow (a COP-26) na primeira semana de novembro deste ano, como o momento para acolher novos compromissos de outros países e terminou afirmando a sua confiança na capacidade coletiva para vencer o desafio das alterações climáticas: “Sei que podemos agarrar esta oportunidade para construirmos uma economia mais limpa, mais forte e mais sustentável e fazer participar dos seus benefícios todas as nações e todos os povos”.

Este otimismo não foi partilhado por Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE). Sexta-feira de manhã, ele terá sido uma das vozes mais críticas ouvidas até então na cimeira. Birol começou por elogiar o anúncio de novas metas para a redução das emissões de gases com efeitos de estufa, mas acrescentou de imediato: “Vou ser franco. Os compromissos por si só não são suficientes. Precisamos de uma mudança real no mundo real, já. Os dados reais [relativos às alterações climáticas] não correspondem à retórica.” Para o líder da AIE, não há dúvida de que “a diferença” entre as promessas e a realidade “é cada vez maior”.

“Não estamos a recuperar da covid de forma sustentável e continuamos num ritmo de aumento muito perigoso dos níveis de aquecimento global”, afirmou Fatih Birol, baseado nos elementos apresentados no relatório da Agência, divulgado na semana passada. Esses dados preveem um aumento de 1,5 mil milhões de toneladas nas emissões de dióxido de carbono durante este ano, o segundo maior em toda a história da humanidade. Para atingir a neutralidade carbónica da economia mundial em 2050, há aspetos positivos que estão a surgir – “o número recorde de investimentos nas energias solar e eólica e o aumento das vendas de veículos elétricos” –, mas vai ser preciso, de acordo com o chefe da AIE, criar e desenvolver novas “tecnologias que hoje ainda não existem no mercado.”

 

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