Cinco bahá’ís do Irão com penas de prisão mais reduzidas

| 11 Fev 19

Um tribunal de recurso da província de Fars, no Irão, reduziu as penas de prisão de cinco crentes bahá’ís para um total de 30 meses de prisão. De acordo com a HRANA News Agency – a agência de informação dos activistas de direitos humanos no Irão –, em Agosto de 2018, cada uma destas cinco pessoas tinha sido condenada à revelia a um ano de prisão e um ano de exílio interno, pelo tribunal revolucionário da cidade de Shiraz. Nessa primeira condenação, nem os arguidos nem os seus advogados foram notificados.

Os bahá’ís do Irão têm sido sistematicamente privados de liberdade religiosa, apesar de o Irão ser signatário de várias convenções internacionais sobre direitos humanos e civis. Actualmente, vivem no Irão mais de 300 mil bahá’ís, sendo a maior minoria religiosa não-muçulmana do país. No entanto, a constituição da República Islâmica apenas reconhece o islão, o cristianismo, o judaísmo e zoroastrismo como religiões.

Breves

Eventos decorrem até dia 29

Semana Laudato si’ 2022

A Semana Laudato Si’, evento de uma semana de duração que marca o sétimo aniversário da encíclica do Papa Francisco sobre o cuidado da criação, contará com uma série de celebrações globais e a primeira apresentação pública do trailer oficial de O Convite, um novo filme com o Papa Francisco.

China

Repressão contra uigures não para

O município de Konasheher, no centro da região uigur chinesa (Xinjiang), detém, segundo um levantamento da Associated Press (AP), a maior taxa de prisão conhecida no mundo: mais de 10.000 uigures (um em cada 25 habitantes) estão presos, acusados pelos tribunais chineses de atos de terrorismo.

Entrada livre

Livro sobre Pemba apresentado em Braga

Fundada em 1957, a diocese moçambicana de Pemba tornou-se amplamente conhecida pela circunstância de, desde há anos, ter sido constantemente vítima do terrorismo. Um livro com a história da evangelização do seu território, intitulado Testemunhas de uma Memória Viva – História da Evangelização da Província de Cabo Delgado, é apresentado em Braga, no Centro Pastoral da Arquidiocese (Rua de São Domingos, 94 B), na próxima segunda-feira, 16 de Maio, às 17h00.

Boas notícias

Guerras, medos, esperas e outras histórias bizarras

Migrantes e refugiados contam vidas em teatro

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E como se arruma a vida numa pequena mala se tivermos apenas uma hora para fugir das bombas? Porque temos de decidir deixar para trás a roupa nova, o colchão de yoga, o livro que se começou a ler? Como se pode trocar um dia de aniversário pelo dia de início de uma guerra que outros nos fazem? Porque não se pode, sequer, encenar o pequeno teatro que era costume fazer para os amigos nesse dia?

Outras margens

Cultura e artes

Teólogo jesuíta em Portugal

Diálogo inter-religioso não é estratégia, mas atitude existencial, diz Javier Melloni

“O diálogo inter-religioso não é uma estratégia para sobreviver em tempos de forçada pluralidade, mas trata-se de uma atitude existencial que implica toda a pessoa”, diz o jesuíta catalão Javier Melloni no seu livro Para Um Tempo de Síntese – Presente e futuro das religiões (ed. Fragmenta), que acaba de ser publicado e que o próprio apresentará em Portugal, a partir desta segunda-feira, 23 de Maio, em quatro conferências públicas

Uma leitura do Patriarca no 7M

“Domínio”, de Tom Holland: a recomposição da experiência cristã

Este livro de Tom Holland, escritor inglês com vária obra histórica publicada, obteve uma apreciação positiva e generalizada, quando saiu em 2019: “Cativante” (The Times), “Arrebatador” (The Economist), “Fascinante” (Library Journal)… Mais assertivo ainda, The Sunday Times: “Se os grandes livros nos encorajam a olhar o mundo de um modo completamente novo, então Domínio é, sem dúvida, um grande livro.”  

Novo livro de Luís Soares Barbosa

“Longos Dias Breve o Medo” apresentado em Braga, Guimarães e Porto

Decorre na tarde deste sábado, 21, a partir das 15h30, a sessão de apresentação de Longos Dias Breve o Medo, o novo livro de poesia de Luís Soares Barbosa. A apresentação da obra, editada pela Officium Lectionis, será feita por Eduardo Jorge Madureira, que integra a equipa do 7MARGENS, e terá lugar na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS), em Braga, com entrada livre.

Emissão filatélica

Lenda da Nazaré em selo sobre mitos europeus

A história é conhecida e desde a semana passada está também evocada num selo de correio, numa emissão filatélica dedicada a mitos da Europa: em 14 de Setembro de 1182, Fuas Roupinho, alcaide-mor de Porto de Mós, andava à caça, quando encontrou o que parecia ser um veado. Lançando-se em sua perseguição, acabou no alto de uma falésia, à beira de cair. Invocou Nossa Senhora e o cavalo manteve-se erguido apenas pelas patas traseiras, enquanto o veado desaparecera – seria, afinal, a figura do demónio…

Pessoas

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Sete Partidas

Páscoa na Arménia

Quando andámos a filmar o ARtMENIANS em 2014, pudemos assistir ao #rito da Páscoa da Igreja Arménia: Domingo de Ramos em Etchmiadzin (o “Vaticano” da Igreja Arménia), e Domingo de Páscoa no mosteiro de Gelarde. Recomendo tudo: as celebrações, os cânticos antiquíssimos, a vivência da fé, os cenários. A alegria das crianças no Domingo de Ramos, a festa da ressurreição em Gelarde – e uma solista a cantar numa sala subterrânea, uma das primeiras igrejas cristãs do mundo. 

Visto e Ouvido

Agenda

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Entre margens

Uma renovação a precisar de novos impulsos novidade

  A experiência que fizemos no Concílio Vaticano II constitui o rosto dos documentos tão ricos que ficam como acervo da sua memória, dizia frequentemente o bispo de Aveiro, D. Manuel de Almeida Trindade. Eu era seu colaborador pastoral. E pude verificar como...

O melhor seria

Tive três filhos e perdi quatro. Por um deles, que não sobreviveu in utero, fui levada para uma ala da maternidade onde havia mulheres com os seus filhos, já nascidos ou prestes a nascer. Havia uma outra ala, a de quem estava para abortar.

Carlos de Foucauld: a liberdade do despojamento

Foucauld testemunhou que o encontro com o outro, mesmo que muito diferente de nós, não é forçosamente motivo de conflito e de guerra. Foi ele um dos primeiros a praticar o diálogo com os muçulmanos. O seu ermitério tornou-se a “fraternidade” para todos e ele redizia que queria ser visto como o irmão universal, “porque muçulmanos, berberes, judeus, cristãos…todos nós somos filhos de um só Pai”.

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