Cinema: “Invisível herói” ganha prémio Árvore da Vida no IndieLisboa

| 12 Mai 19 | Cinema, televisão e média, Cultura e artes, Igreja Católica, Newsletter, Últimas

(Texto de Rui Jorge Martins/Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura)

Imagem do filme “Invisível Herói”, de Cristèle Alves Meira, vencedor do prémio Árvore da Vida no festival IndieLisboa 2019. Foto: Doreiros reservados

 

O filme Invisível Herói, da realizadora Cristèle Alves Meira, ganhou este sábado [11 de maio] o prémio Árvore da Vida, atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, a uma obra selecionada para a Competição Nacional do festival de cinema IndieLisboa.

O júri destacou a «forma comovedora e corajosa como o protagonista concretiza a vida que pensou, sem abdicar da sua dimensão de sonho», mostrando «que é na procura que se dá o encontro com o outro, acompanhado pela dimensão musical da vida».

Resultado de uma produção luso-francesa de 2019, Invisível Herói (27 minutos) narra o percurso de Duarte, de 50 anos, invisual, que pelas ruas de Lisboa procura Leandro, um amigo cabo-verdiano desaparecido sem deixar rasto, a quem quer entregar uma música que compôs, refere a sinopse.

«Apesar do calor do verão de Lisboa, Duarte caminha quilómetros na sua vizinhança, mas ninguém parece tê-lo visto, nem se lembra dele. A sua busca acabará por levá-lo ao coração da noite e a revelar o seu segredo», assinala o texto de apresentação.

A «história de perseverança e disponibilidade, entre o facto e a ficção», interpretada por Duarte Pina e Lucília Raimundo, vai estar também presente na Semana da Crítica do prestigiado Festival de Cannes.

Nascida em 1983 em França, onde está agora em gravações, a luso-descendente Cristéle Alves Meira assinou dois documentários, Som & Morabeza (2010) e Nascido em Luanda (2013), ambos sobre a imigração, e duas curtas-metragens rodadas em Portugal, Sol Branco (2014) e Campo de Víboras (2016).

O prémio Árvore da Vida, de dois mil euros, concedido a um filme que privilegia valores espirituais e humanistas, a par das qualidades cinematográficas, teve este ano como jurados Inês Gil, cineasta e docente de Cinema, Inês Espada Vieira, professora e investigadora de Estudos de Cultura da Universidade Católica, e padre Vítor Gonçalves, referente da Pastoral da Cultura do Patriarcado de Lisboa.

O júri atribuiu também uma menção honrosa a A Minha Avó Trelototó, de Catarina Ruivo, «documentário com sabor a ficção, que aborda questões universais como a memória, o envelhecimento, as relações familiares, a partir de uma história profundamente pessoal», indica a declaração justificativa.

«Como filmar uma ausência? Este é um filme feito de muitos tempos e registos que constroem um universo onde cartas, fotografias, memórias e os vídeos de telemóvel dão corpo a um fantasma doce», lê-se no resumo da obra de 173 minutos, produzida em 2018 e interpretada por Rita Durão, Júlio Ruivo, Ausenda Vital, José Coelho e Graça Bastos, que conquistou igualmente o prémio Allianz para melhor longa metragem portuguesa.

Catarina Ruivo (n. 1971) assinou a montagem e argumento de vários filmes, tendo realizado Uma Cerveja no InvernoAndré Valente, Daqui P’rá Frente e Em Segunda Mão.

O anúncio dos distinguidos de todos os prémios do IndieLisboa decorreu na noite deste sábado, na Culturgest.

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