CNJP contra discriminação dos portugueses ciganos

| 2 Mar 2021

cigano, música, Caroline Hernandez_Unsplash

CNJP considera que “frequentes afirmações públicas acerca destes cidadãos são injustas e incorretas”. Foto © Caroline Hernandez/Unsplash

 

“Classificar um grupo de pessoas (os ciganos), globalmente, como subsídio-dependentes, parasitas que não querem trabalhar, é injusto e infundado, revela desconhecimento acerca de uma realidade que é múltipla, complexa e diversificada, que permanece fechada num quase gueto de isolamento e discriminação” escreve, numa nota intitulada “Por uma Cidadania Plena”, a Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP).

Na nota divulgada nesta terça-feira, 2 de março, a CNJP considera que “frequentes afirmações públicas acerca destes cidadãos são injustas e incorretas, revelam desconhecimento, evidenciam preconceitos, são profundamente discriminatórias” e questiona: “Se se perguntar quem dá trabalho a um cidadão, português cigano, quantos, em verdade, responderão afirmativamente?”

O texto refere ainda que os ciganos chegaram a Portugal “há cerca de 500 anos, aqui se instalaram, constituíram as suas famílias, e participaram na nossa construção e desenvolvimento comuns, como outros grupos o fizeram. Presume-se que representem cerca de 0,5% da população portuguesa. Sabe-se que um número significativo, aproximadamente metade, permanece numa situação de pobreza extrema e exclusão.” E perante essa situação, conclui a comissão, “as políticas públicas, destinadas a todos, tardam a ser integralmente aplicadas a este grupo de cidadãos.”

 

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