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Missa de entrada solene de Rui Valério no Patriarcado de Lisboa. Foto © Arlindo Homem/Ecclesia.

Missa de entrada na diocese

Com a JMJ, “morreu a vergonha de se ser Igreja”, diz novo patriarca

Missa de entrada solene de Rui Valério no Patriarcado de Lisboa. Foto © Arlindo Homem/Ecclesia.

Missa de entrada solene de Rui Valério no Patriarcado de Lisboa. Foto © Arlindo Homem/Ecclesia.

 

O novo patriarca de Lisboa afirmou na homilia da Missa de entrada solene, este domingo, que quer fazer do “serviço um estilo”, implementar na diocese um “autêntico ambiente de paz” e referiu-se à “hora desafiante na Igreja”, após a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Para Rui Valério, a JMJ representa um forte impulso para a Igreja e as comunidades. O patriarca referiu que, com a Jornada, “morreu a vergonha de se ser Igreja, de viver enclausurado no medo de aparecer e testemunhar a esperança” e morreu “a cultura do temor”.

D. Rui Valério referiu-se ainda ao fim da “mentalidade individualista, à morte do que o Papa Francisco chama de “clericalismo” e à necessidade de construir uma Igreja “para todos”, sublinhando que “todos têm lugar e devem ser acolhidos, ouvidos e respeitados”. “A esperança do mundo e também da Igreja não reside na expansão proselitista dos seus crentes, mas na sua capacidade de ser, ela própria, uma existência abnegada e totalmente dedicada aos outros”, disse.

Para o novo patriarca de Lisboa, “a JMJ não representou só o encontro de jovens do mundo inteiro. Foi essencialmente o desconfinamento espiritual da humanidade. E essa circunstância representa uma acrescida responsabilidade para não deixar esfriar a sua pujança”.

No início do ministério como bispo de Lisboa, Rui Valério disse que deseja “servir na proximidade e escutar na disponibilidade” e ajudar a um ambiente de paz e de promoção da justiça na diocese de Lisboa. “Em harmoniosa cooperação e estreita colaboração com as autoridades do Estado, as autarquias, instituições civis, Forças Armadas e de Segurança e num verdadeiro espírito ecuménico, vamos implementar no coração dos irmãos, na cidade, na relação das pessoas, no convívio das instituições, um autêntico ambiente de paz e serenidade, pela promoção da justiça, pelo amor à verdade e pelo empenho na solidariedade”, disse.

O agora patriarca de Lisboa expressou a gratidão por lhe ser confiada a missão após o “particular vigor” dos últimos bispos diocesanos, os cardeais António Ribeiro, José Policarpo e Manuel Clemente, manifestando a este, seu antecessor, “um sentido agradecimento pelas perspetivas de abertura que soube incrementar na vivência da fé face à cultura e aos plurais dinamismos da sociedade”.

O 18º patriarca de Lisboa, D. Rui Manuel Sousa Valério, tem 58 anos de idade e é natural da Urgueira, no concelho de Ourém, contando no seu percurso com vários anos de serviço junto das forças militares, sendo desde 2018 bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança. Membro da congregação dos Padres Monfortinos, foi ordenado sacerdote a 23 de março de 1991, em Fátima.

No início da celebração, Rui Valério saudou o Presidente da República, assim como os representantes das autoridades civis, militares e autárquicas presentes, e os habitantes das regiões do país que lhe são próximas, nomeadamente o concelho de Ourém, onde nasceu, e às que está ligado como padre, nas dioceses de Beja, Lamego, Bragança-Miranda e Lisboa.

Em nome de todos os diocesanos, D. Joaquim Mendes expressou. no início da celebração, as boas-vindas de Rui Valério “à grandiosa missão de servir a Igreja de Lisboa”, afirmando a “vontade de caminhar” em conjunto, na complementaridade de ministérios.

A entrada solene no Patriarcado de Lisboa de D. Rui Valério decorreu no Mosteiro dos Jerónimos, este domingo, após ter tomado posse na Catedral, no sábado.

 

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