O combate à pobreza deve ser “um desígnio nacional prioritário” e mobilizar “o Estado como um todo, a sociedade civil e as Igrejas e comunidades religiosas”. Isso mesmo defendem as comissões Justiça e Paz portuguesas numa declaração conjunta, enviada aos média esta terça-feira, 8 de julho.
O texto é assinado pela Comissão Nacional Justiça e Paz, a Comissão Justiça, Paz e Ecologia dos Institutos Religiosos, as Comissões Arquidiocesanas Justiça e Paz de Braga e Évora e as Comissões Diocesanas Justiça e Paz do Algarve, Aveiro, Lamego, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, e é apresentado agora, por se tratar de “uma fase em que um novo governo inicia funções”.
Recordando o mais recente estudo da Cáritas Portuguesa, “Pobreza e Exclusão Social em Portugal”, os organismos católicos assinalam que “embora nos últimos anos tenha havido alguma melhoria nos indicadores da privação material e social da população portuguesa, o ritmo do progresso é manifestamente insuficiente para atingir as metas estabelecidas na Estratégia Nacional de Combate à Pobreza”.
“Particularmente preocupante é a deterioração do acesso à habitação e da garantia de condições mínimas de vida dignas, com o aumento das pessoas sem-abrigo e de famílias a viver em condições claramente desadequadas”, acrescentam.
O estudo em causa foi apresentado no passado mês de março e o 7MARGENS teve acesso ao mesmo em primeira mão. Nele, o Observatório Cáritas conclui que “nos últimos anos, os progressos no combate à pobreza e exclusão foram mais modestos que os observados no período anterior à pandemia”, sendo que, “em várias dimensões, tem havido mesmo um retrocesso, nomeadamente no aumento do número de pessoas sem capacidade para ter uma alimentação adequada ou no número de pessoas em situação de sem abrigo”.










