Na COP30 – com aquilo que alcançou e o que ficou por alcançar – devemos “encontrar inspiração renovada para proteger a casa comum e garantir a dignidade dos mais vulneráveis”, afirma a Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP). Numa nota divulgada esta quarta-feira, 26 de novembro, o organismo da Igreja Católica apela à edificação de “ecocomunidades cristãs”, que sejam “capazes de combinar a oração e a ação”.
“Neste tempo que se segue à COP 30, somos convidados a abrir, com urgência, um novo ciclo de ação, assumindo cada um as suas responsabilidades ao nível do cuidado de toda a criação, da edificação da paz e da promoção do bem comum”, pode ler-se na nota.
A CNJP dirige-se a todas as pessoas, para que adotem “estilos de vida mais sóbrios e solidários, com ações concretas para a redução do desperdício e do consumo”, e ao Governo para que desenvolva “políticas públicas justas e equilibradas, priorizando o apoio aos mais vulneráveis”.
Recordando que “cuidar da criação é expressão do mandamento do amor” e que “ao proteger o ambiente, defendemos a vida, em especial a das comunidades mais expostas aos efeitos climáticos”, a comissão dirige-se também, em particular, às “paróquias, escolas, movimentos”, para que procurem “assumir o testemunho profético de que o caminho da sustentabilidade é possível e necessário”.
E citando o Papa Leão XIV, que afirmou recentemente que “se não formos guardiães do jardim da criação, acabaremos por nos tornar seus destruidores”, conclui que “o compromisso com o cuidado da casa comum e com o cuidado do humano, dando especial atenção aos mais frágeis, tem, pois, de ser uma urgência no modo como edificamos as nossas sociedades”.










