Mais de um ano após ter sido criada

Comissão para o estudo do diaconado feminino reúne pela primeira vez

| 25 Ago 21

Santa Febe, mulher diácono

Ícone ortodoxo representando Santa Febe, uma das mulheres diáconos identificadas nos textos de São Paulo.

 

A nova comissão para o estudo do diaconado feminino na Igreja Católica, cuja criação foi anunciada pelo Papa Francisco em abril de 2020, irá reunir-se pela primeira vez no próximo mês de setembro. A notícia deste encontro, que acontece nas vésperas do arranque de um processo sinodal em que se refletirá sobre diferentes aspetos da Igreja (entre eles, seguramente o papel das mulheres), foi avançada esta segunda-feira, 23, pelo jornal The Tablet.

Os trabalhos da comissão foram adiados devido à pandemia de covid-19 e, ao contrário do que aconteceu com outras instâncias, este grupo não se reuniu online. Os seus doze elementos, cinco dos quais mulheres, são agora esperados em Roma para uma semana de debates, que terão início a 13 de setembro.

A comissão, presidida pelo cardeal Giuseppe Petrochi, arcebispo de Áquila (Itália), e tido como um dos conselheiros de confiança do Papa, arrisca-se no entanto a ser inconclusiva, pois tudo indica que metade dos seus membros defende a possibilidade de ordenação de mulheres diáconos e os restantes são contra, refere o semanário católico britânico.

Uma primeira comissão de estudo tinha já sido criada em 2016, mas verificaram-se demasiadas divergências entre os 12 historiadores e teólogos que a constituíam, pelo que não suscitou qualquer alteração às regras vigentes.

A possibilidade de ordenação de mulheres diáconos (primeiro grau do sacramento da Ordem, atualmente reservado aos homens, e que permite a administração do batismo, e presidir a casamentos e funerais) voltou a ser abordada durante o Sínodo realizado em outubro de 2019, no Vaticano, e apontada como uma das soluções para a falta de padres na região amazónica. O Papa comprometeu-se, na altura, a relançar a comissão de debate sobre o tema e é apontada como significativa a escolha de Petrochi, que não pertence à Congregação para a Doutrina da Fé, para liderar este novo grupo.

 

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