Carta segue nos próximos dias

Comissão pede apoio aos municípios para chegar mais perto de vítimas de abusos

| 4 Fev 2022

O pedopsiquiatra Pedro Strecht pretende que o estudo abranja as zonas de maior exclusão social, cultural e económica. Foto: Direitos reservados.

 

A Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais na Igreja Católica em Portugal vai escrever a cada um dos 308 municípios portugueses apelando a que eles divulguem formas de fazer passar a mensagem de forma mais eficaz, para chegar mais perto de eventuais vítimas de abuso que não estejam tão à vontade no manejo de tecnologias. A informação foi dada ao 7MARGENS, em primeira mão, pelo coordenador da Comissão, o pedopsiquiatra Pedro Strecht.

“O número de inquéritos preenchidos online e validados [pela Comissão] continua a aumentar, tal como os depoimentos telefónicos e presenciais, mas eles dizem respeito à população diferenciada que usa e domina tecnologias e está mais em centros urbanos”, afirma Strecht. Por isso, os membros da Comissão, que começou a trabalhar há um mês, perguntaram-se: “Como chegar às zonas de maior exclusão social, cultural e económica?”

Este organismo independente, formado a convite da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), decidiu então apelar aos municípios portugueses para que accionassem outras formas de divulgação deste trabalho. Daqui a dias seguirá uma carta para cada câmara municipal, acompanhada de um cartaz onde estão indicados os contactos da Comissão, ao mesmo tempo que será feito um apelo à imprensa e rádios locais, estruturas, instituições, juntas de freguesia, colectividades recreativas e culturais.

A Comissão conseguiu também, depois de ultrapassar “uma enorme burocracia exigida”, ter ao dispor um apartado para as pessoas que queiram escrever dando o seu testemunho através de correio postal. Trata-se do

CE Comissão Independente
Apartado 012079
EC Picoas
1061-011 Lisboa.

No final da primeira semana de trabalho, a Comissão tinha já recolhido uma centena de testemunhos validados. A partir daí, tendo em conta que no inquérito se pergunta se a pessoa conhece outras eventuais vítimas ou casos, cada testemunho pode trazer à luz vários casos. Pedro Strecht prefere, por isso, não dizer um total, que pode neste momento pecar por defeito ou por exagero. Mas acredita que já não será possível “ninguém duvidar da importância deste estudo pioneiro”.

 

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