Espanha

Comissões de proteção de menores da Igreja ouviram 927 vítimas

| 1 Jun 2023

Para os bispos espanhóis “o importante é que qualquer vítima de abuso sexual cometido na Igreja saiba que existe um lugar onde a queremos acolher e ouvir.”

 

A Conferência Episcopal Espanhola divulgou hoje, dia 1 de junho, uma nota intitulada Para dar luz em que comunica ter recolhido depoimentos voluntários de 927 vítimas enquanto menores de crimes sexuais cometidos no interior da igreja por 728 diferentes abusadores. As declarações foram prestadas por iniciativa das vítimas às comissões de proteção de menores da Igreja e não pretendem cobrir a totalidade dos casos ocorridos.

Entre os 728 perpetradores, 378 (52%), são clérigos, 208 religiosos não ordenados sacerdotes e 92 são leigos. Há também 23 testemunhos em que o denunciante desconhecia a condição eclesial do agressor. Os agressores são em mais de 99 por cento dos casos do sexo masculino e as vítimas são também maioritariamente (82,62%) do sexo masculino.

No universo de agressores que as vítimas sabem identificar com inteiro conhecimento, 63,60 por cento já faleceram e 36,40 por cento estão vivos. As vítimas identificaram também numerosos agressores de que desconhecem o paradeiro e se ainda estão vivos, ou não. Os abusos denunciados correspondem a crimes cometidos antes de 1970 (179) entre 1970 e o ano 2000 (361) e 34 já depois de 2019.

Estes elementos foram recolhidos por mais de 200 escritórios das comissões de proteção de menores da igreja que, sublinha a nota da Conferência Episcopal, têm uma dimensão pastoral, não judicial. Por isso, podem receber todos os depoimentos: não há prescrição porque a condição de vítima não prescreve. Um testemunho é sempre relevante, mesmo que remonte a muitas décadas, mesmo que se refira a alguém que já faleceu”.

Para os bispos espanhóis “o importante é que qualquer vítima de abuso sexual cometido na Igreja saiba que existe um lugar onde a queremos acolher e ouvir. Um lugar que existe porque a Igreja reconhece os danos causados ​​e porque a Igreja quer ajudar todas as vítimas (…), na sua cura e na sua reparação. E porque a Igreja quer que isso não volte a acontecer”.

 

 

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