
Uma faixa com a mensagem “Mundo, ajuda-nos” pendurada perto do mosteiro de São Miguel das Cúpulas Douradas, em Kyiv. Foto © LWF/Albin Hillert.
Os líderes da Aliança Evangélica Mundial (WEA, na sigla em inglês), da Aliança Evangélica Europeia (EEA) e do Conselho de Igrejas Evangélicas Protestantes da Ucrânia (CEPCU) vão estar reunidos desde esta quarta-feira, 1 de março, até sexta, na Polónia, para fazer um balanço de um ano após a invasão russa e reavaliar de que forma as suas Igrejas podem “apoiar e cuidar de todos aqueles que são vulneráveis, na Ucrânia e mais além”.
“Como podemos seguir Jesus neste momento, individual e coletivamente como Igreja de Cristo?”, questionam as três organizações, numa declaração conjunta que precede o encontro, enviada esta terça-feira ao 7MARGENS.
“Oramos por aqueles que estão a servir as pessoas nas linhas da frente e em toda a Ucrânia de várias maneiras: abrindo igrejas como epicentros de resposta, fornecendo ajuda humanitária e assistência médica, oferecendo terapia e aconselhamento para traumas e expressando a verdade do amor de Deus a todos, mesmo os seus inimigos. Os seus exemplos inspiram e desafiam cada um de nós a seguir Jesus independentemente da nossa localização social ou geográfica”, pode ler-se no comunicado.
No texto, as três organizações, que representam mais de 600 milhões de evangélicos no mundo, destacam o facto de “muitos cristãos na Rússia” estarem “a agonizar, tentando perceber como é que se segue Jesus quando se faz parte de uma comunidade que inflige danos a outras pessoas”. O desafio, defendem, é “ficar com os vulneráveis, mesmo quando isso significa confrontar o nosso próprio grupo e os nossos próprios líderes”.
E deixam um pedido: “no mundo global e interconectado de hoje, convocamos todos os cristãos, independentemente da sua nação, a voltarem-se intencionalmente para Deus, refletindo sobre as maneiras através das quais os nossos próprios grupos podem estar a perpetuar o dano”. É preciso, concluem, “responsabilizar os nossos governos, grupos sociais e até comunidades religiosas pelas suas ações ou omissões”.










