Cerimonial já é conhecido

Como vão ser as exéquias de Bento XVI/Joseph Ratzinger?

| 3 Jan 2023

O corpo de Bento XVI está a ser velado por milhares de fiéis. Foto © Vatican Media

O corpo de Bento XVI está a ser velado por milhares de fiéis. Foto © Vatican Media

 

O Departamento das Celebrações Litúrgicas do Papa Santa Sé divulgou nesta terça-feira, 3 de janeiro, o esquema do funeral do Papa emérito Bento XVI, falecido no último sábado, que se vai celebrar esta quinta-feira. A “Missa exequial pelo Sumo Pontífice Emérito Bento XVI” vai ser presidida pelo Papa Francisco, a partir das 09h30 (8h30 em Lisboa), na Praça de São Pedro.

O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, afirmou que a inédita celebração do funeral de um Papa presidida pelo seu sucessor, “grosso modo, repete o modelo das exéquias” de um Papa.

O responsável apontou alguns “elementos originais”, entre eles a referência a um “Papa emérito”, e outros que não são incluídos, porque dizem respeito à morte de um Papa em exercício, como, por exemplo, as súplicas da Diocese de Roma e das Igrejas Orientais, no momento da sepultura. O rito, acrescentou, foi preparado por um grupo de especialistas.

Após as 19h00 de quarta-feira, quando a Basílica de São Pedro encerra portas aos fiéis e visitantes que se têm despedido do corpo de Joseph Raztinger, o caixão, em madeira de cedro, será fechado num rito privado. O mestre das celebrações litúrgicas, padre Diego Ravelli, lê o rogito – elegia em latim, relatando os principais atos da vida do falecido Papa. Em seguida, estende-se o véu de seda branca sobre o rosto do defunto, que é aspergido com água benta.

Junto ao corpo de Bento XVI é colocado um saco com as moedas e medalhas cunhadas durante o pontificado, os pálios (insígnia litúrgica que é símbolo de autoridade nas arquidioceses metropolitas, como a de Munique e de Roma, servidas por Joseph Ratzinger) e o tubo com o rogito, depois de selado com o selo do Departamento das Celebrações Litúrgicas.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé explicou que, pelo contrário, a férula papal (o corresponde ao báculo, que é encimado por uma cruz) não é colocada no caixão, sendo o seu uso associado a um Papa reinante.

Já na quinta-feira, pelas 8h45 de Roma, o corpo é transportado da Basílica de São Pedro para a Praça, onde será recitado o Rosário.

A última Missa exequial de uma Papa foi celebrada a 8 de abril de 2005, após a morte de João Paulo II, sob a presidência do então cardeal Joseph Ratzinger, decano do Colégio Cardinalício, que seria eleito como Papa, assumindo o nome de Bento XVI. A celebração conta com leituras bíblicas diferentes das do funeral do agora santo polaco, sendo a passagem do Evangelho retirada do capítulo 23 de São Lucas.

O Papa Francisco profere a homilia da eucaristia e o cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício, vai celebrar no altar, como tem acontecido em várias celebrações dos últimos meses, devido às limitações físicas do atual Papa.

Após a homilia, os presentes vão rezar por Bento XVI, para que “o eterno Pastor o acolha no seu reino de luz e de paz”. Uma das intenções da oração universal vai ser lida em português: “Pelos irmãos e irmãs atribulados pela pobreza e a indigência em todas as suas formas, que a caridade de Deus nos abra à compaixão e ao acolhimento dos últimos e dos pobres.”

Após a comunhão, decorre o rito da ultima commendatio (última encomendação) e da valedictio (adeus) e o Papa asperge a urna com água benta, antes da sepultura, em cerimónia privada.

Bento XVI será sepultado, por seu desejo expresso, na cripta da Basílica de São Pedro, no túmulo que recebeu João Paulo II, antes de o Papa polaco ser transferido para uma capela perto da Pietà de Miguel Ângelo, após a sua canonização.

O caixão em cedro é selado com os selos da Prefeitura da Casa Pontifícia, do Departamento das Celebrações Litúrgicas do Papa e do Capítulo de São Pedro, antes de ser colocado numa urna em zinco e num terceiro caixão, em madeira.

A cerimónia deve demorar cerca de duas horas e é concelebrada por um número estimado de 125 cardeais e 400 bispos, incluindo vários portugueses.

A Missa Exequial pelo Sumo Pontífice Emérito Bento XVI é uma cerimónia de capela papal, termo que se aplica às celebrações litúrgicas mais solenes sob a presidência ou com a assistência do Papa, na Basílica de São Pedro.

O libreto da celebração apresenta, na sua página inicial, o quadro A Deposição de Jesus (1603-1604), de Caravaggio, conservado nos Museus do Vaticano.

 

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