
Kamala Harris parece estar a recuperar terreno entre os hispânicos católicos e os protestantes negros. Mas Trump é o preferido dos eleitores brancos protestantes. Imagem reproduzida a partir da página de facebook do Pew Research Center
Como votam os eleitores dos Estados Unidos da América, quando se toma em consideração a sua posição religiosa? Segundo uma sondagem que o Pew Research Center acaba de publicar, Donald Trump é claramente o preferido dos eleitores brancos protestantes (sobretudo evangélicos) e católicos, enquanto que Kamala Harris é a preferida dos protestantes negros, dos hispânicos católicos, dos judeus e dos agnósticos e ateus.
A sondagem, realizada entre 26 de agosto e 2 de setembro – antes, portanto, do grande debate televisivo entre os dois candidatos – apontou, em termos de resultados gerais, para um empate entre Trump e Harris (49 por centro para cada um), indicando, ao mesmo tempo, que Harris recuperou terreno entre os hispânicos católicos e os protestantes negros, relativamente à sondagem anterior, ainda da altura em que o candidato democrata era Joe Biden.
Os resultados revelam ainda que os votantes em Trump manifestam, do ponto de vista da sua posição religiosa, ou um forte apoio ou uma expressiva recusa, ao passo que Kamala Harris tem um significativo apoio em todas as categorias, com uma clara exceção dos evangélicos brancos.
Uma outra sondagem por entrevista, feita pela EWTN News/RealClear Opinion Research na mesma altura junto de 1000 católicos, e conhecida na última semana, era mais favorável a Harris, nomeadamente entre os eleitores católicos, ainda que a amostra fosse bastante mais pequena e a margem de erro maior. Segundo os resultados, Harris liderava entre os eleitores católicos em geral, com 50 por cento dos entrevistados que apoiavam Harris e 42 por cento apoiantes de Trump.
Naquela pesquisa, a vice-presidente surgia a derrotar Trump entre os eleitores afro-americanos católicos (82 contra 12 por cento), e entre os eleitores asiáticos católicos (58 contra 35 por cento). Em contrapartida, Trump surgia a vencer entre os eleitores católicos brancos não hispânicos por 52 contra 42 por cento.
Setor de cristãos evangélicos contra o endeusamento de líderes
“Reconhecemos que este mundo está cheio de injustiça e dor, mas não temos medo porque Jesus Cristo prometeu nunca nos abandonar”. E, “ao contrário da falsa segurança prometida pela idolatria política e pelos seus mensageiros, o amor perfeito de Deus afasta todo o medo; portanto, não recorremos ao medo, à raiva ou ao terror ao envolvermo-nos na nossa missão, mas em vez disso seguimos o caminho mais excelente de Jesus que é o amor”.
As afirmações constam de uma declaração, conhecida esta semana, de algumas centenas de evangélicos dos Estados Unidos da América, incluindo líderes de comunidades, pastores e bispos, que querem contribuir para a despolarização do ambiente político do país e centrar-se mais em Jesus Cristo.
O documento, intitulado “A Nossa Confissão de Convicção Evangélica”, refere que os subscritores rejeitam “o falso ensino de que qualquer pessoa que não seja Jesus Cristo foi ungida por Deus como nosso Salvador, ou que “a lealdade de um cristão deve pertencer a qualquer partido político”.
A declaração não faz qualquer referência aos protagonistas políticos do momento e especialmente a Trump, que os evangélicos apoiam maioritariamente. Mas numa conferência de imprensa online relatada pelo Religion News Service, alguns dos subscritores “insistiram que os seus esforços não eram especificamente sobre a sua campanha presidencial”, ainda que tenham reconhecido que este novo movimento “é, pelo menos em parte, uma resposta ao fervoroso apoio evangélico que ajudou a alimentar a ascensão do magnata dos negócios ao poder”.









