O Papa Leão XIV presidiu à Missa conclusiva do Jubileu dos Jovens, perante mais de um milhão de pessoas reunidas na zona de Tor Vergata, arredores de Roma, apelando à superação de lógicas de consumo e de materialismo. “Comprar, acumular, consumir não basta. Precisamos de levantar os olhos, olhar para cima, para as coisas do alto, para perceber que, entre as realidades do mundo, tudo tem sentido apenas na medida em que serve para nos unir a Deus e aos irmãos na caridade, fazendo crescer em nós sentimentos de ternura, de bondade, de humildade, de mansidão, de magnanimidade, de perdão, de paz”, disse, na homilia da Missa a que presidiu esta manhã, citado pela Ecclesia.
Leão XIV, que na tarde de sábado tinha presidido à vigília de oração em Tor Vergata, voltou a falar em italiano, espanhol e inglês aos peregrinos dos cinco continentes.
A intervenção lançou questões aos jovens: “O que é realmente a felicidade? Qual é o verdadeiro sabor da vida? O que nos liberta dos pântanos do absurdo, do tédio, da mediocridade?”. “O encontro com o Ressuscitado muda a nossa existência e ilumina os nossos afetos, desejos e pensamentos”, indicou o pontífice.
Partindo das passagens bíblicas lidas na celebração, o Papa começou por refletir sobre a “fragilidade” da vida, usando a imagem do campo florido. “Claro, é delicado, feito de caules finos, vulneráveis, sujeitos a secar, dobrar-se, partir-se, mas, ao mesmo tempo, imediatamente substituídos por outros que brotam depois deles”, indicou, falando na importância de uma “existência que se renova constantemente no dom, no amor”.
No final da eucaristia, antes do Angelus, o Papa despediu-se dos participantes no Jubileu dos Jovens com uma mensagem para as vítimas da violência, em vários países. “Em comunhão com Cristo, a nossa paz e esperança para o mundo, estamos mais próximos do que nunca dos jovens que sofrem os males mais graves, provocados por outros seres humanos. Estamos com os jovens de Gaza. Estamos com os jovens da Ucrânia, com os de todas as terras ensanguentadas pela guerra”, disse, antes da recitação do ângelus, na Eucaristia conclusiva do encontro jubilar.
O Papa anunciou ainda que a JMJ vai regressar à Ásia em 2027, de 3 a 8 de agosto de 2027, com a edição internacional na capital da Coreia do Sul, anunciou hoje o Papa, no final do Jubileu dos Jovens. “Depois deste Jubileu, a peregrinação de esperança dos jovens continua e levar-nos-á à Ásia. Renovo o convite que o Papa Francisco fez em Lisboa há dois anos. Jovens de todo o mundo vão reunir-se com o sucessor de Pedro para celebrar a Jornada Mundial da Juventude em Seul, Coreia, de 3 a 8 de agosto de 2027”, disse Leão XIV.









