Perseguição dura há 44 anos

Comunidade Bahá’i denuncia “hipocrisia” e “desrespeito” do Presidente iraniano na ONU

| 25 Set 2023

Presidente iraniano Ebrahim Raisi mostra o Alcorão enquanto discursa na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, a 19 de setembro de 2023. Foto ONU

O Presidente iraniano, Ebrahim Raisi, mostra o Alcorão enquanto apela ao respeito pelas religiões em todo o mundo, durante o seu discurso na Assembleia Geral da ONU. Um respeito que ele próprio não tem pelas minorias religiosas no seu país, denuncia a comunidade bahá’i. Foto © ONU.

 

Quem ouvir o discurso que o Presidente iraniano, Ebrahim Raisi, fez na semana passada na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, mostrando o Alcorão, defendendo a igualdade e apelando ao respeito pelas religiões em todo o mundo e à não violência, poderá ser levado a pensar que o pais está finalmente no bom caminho quanto ao respeito pelas minorias religiosas. Infelizmente, não é o caso, alerta a Comunidade Bahá’i Internacional (BIC, na sigla inglesa), para quem “a hipocrisia de tirar o fôlego do governo iraniano deve ser denunciada. Se o governo iraniano acredita que todas as pessoas são iguais, porque tem perseguido sistematicamente a comunidade bahá’í do Irão durante os últimos 44 anos?”, questionam.

De acordo com um comunicado divulgado pela BIC, a perseguição à comunidade não é uma coisa do passado. “Nos últimos 12 meses assistimos a um agravamento da repressão na situação da comunidade bahá’í do Irão – a maior minoria religiosa não-muçulmana do país – e da população iraniana em geral”, denunciam, referindo em particular os impedimentos de acesso ao ensino superior e as prisões sob falsas acusações.

Só “nas últimas semanas, ocorreram mais de 180 incidentes de perseguição contra a comunidade, incluindo 60 detenções e encarceramentos”, especifica a nota, dando o exemplo de Jamaloddin Khanjani, um bahá’í de 90 anos com problemas de saúde que já tinha cumprido 10 anos de prisão pelas suas crenças bahá’ís, e que foi novamente preso como parte de uma onda de repressão contra os bahá’ís. no país. Khanjani e a sua filha Maria, presa juntamente com ele, foram posteriormente libertados “sob fiança exorbitante”.

Já em maio, a BIC havia confirmado que, “no meio do sofrimento generalizado dos iranianos, um agente do Ministério da Inteligência do Irão estava a enterrar à força bahá’ís falecidos sem o conhecimento das suas famílias e em violação das práticas funerárias bahá’ís”.

“A comunidade Bahá’í recolheu milhares de provas ao longo de décadas, incluindo documentos judiciais, políticas oficiais e relatórios da ONU, mostrando a incansável perseguição patrocinada pelo Estado contra os Bahá’ís”, afirma Bani Dugal, representante principal da BIC nas Nações Unidas, citada no comunicado.

Assinalando que o discurso de Raisi ignorou não só a perseguição aos bahá’is, mas que também não discutiu as preocupações em matéria de direitos humanos de outras minorias religiosas e étnicas, bem como das mulheres, a responsável conclui: “Esperamos que os líderes mundiais de todas as regiões se levantem, durante os restantes dias da Assembleia Geral {que termina esta terça-feira, 26 de setembro], para lembrar todos aqueles no Irão que sofrem injustiças, incluindo os bahá’ís”.

 

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