
Exército chinês a desfilar pelas ruas de Drongpa (Zhongba) distrito de Shigatse, Tibete, numa foto datada de 2007. Foto © Dieter Schuh, CC BY 3.0 <https://creativecommons.org/licenses/by/3.0>, via Wikimedia Commons.
No dia em que se assinala o 75.º Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Grupo de Apoio ao Tibete – Portugal veio defender que a comunidade internacional enfrente o governo chinês, por estar a aumentar “drasticamente os seus esforços visando a criação de um reforçado estado policial em todas as regiões, territórios e países sob ocupação por si controlados”.
A coordenadora do Grupo de Apoio ao Tibete-Portugal, Alexandra Correia, pediu “uma firme ação governamental visando o encerramento” de três alegadas “esquadras ilegais chinesas existentes em Portugal, à semelhança do que aconteceu noutros países europeus”, pedindo ainda que seja reequacionado “o relacionamento político-económico com a República Popular da China”.
Para esta organização, numa nota dirigida à comunicação social, “está mais do que na hora da comunidade internacional seguir os exemplos corajosos e ousados e enfrentar o governo chinês. Os governos já não se podem simplesmente retrair, devem, em união, empenharem-se em iniciativas fortes e conjuntas para defender pessoas tibetanas, uigures, mongóis, chinesas, taiwanesas e de Hong Kong — agindo em conjunto para defender os direitos humanos, a democracia e a liberdade de expressão, erguendo-se perante Pequim como um todo. Se o realizarem será muito mais difícil para a China retaliar da maneira como tem vindo a fazer.”
Na nota divulgada pelo grupo aponta-se ainda o facto de que “a China tem que cumprir as suas obrigações ao abrigo do direito nacional e internacional e a comunidade internacional deve pressioná-la a tal”.
Notando que, “durante décadas, o Tibete tem sido um laboratório de repressão por parte da China”, no qual “as autoridades chinesas testaram e aperfeiçoaram abjetos sistemas de vigilância massiva e controlo”, o grupo de defesa dos direitos humanos recorda que “a polícia chinesa continua a recolher sistematicamente amostras de ADN de pessoas tibetanas, incluindo crianças de 5 anos”.










