Que espero do Sínodo católico? (9)

Comunidades vivas de pessoas amadas

e | 4 Out 2023

O 7MARGENS acompanha os trabalhos da Assembleia-Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Sinodalidade que já se iniciaram, publicando as expectativas dos seus leitores sobre este importante acontecimento (ver textos já publicados).

O que esperamos do sinodo_7 margens

Esperamos uma Igreja onde as ruelas dos bons fieis abram caminho para acolher mais pessoas vindas do mundo, as quais possam encontrar nessas ruelas um refrigério à sombra depois da ardência do deserto; um pouco de relva depois dos caminhos de pedras; um sorriso acolhedor depois de muitos encontros sem alma.

Um lugar que acredita no homem, criatura do Pai-Amor, onde a linguagem universal do amor seja consagrada, antes de ser fiscalizada. Comunidades vivas, de pessoas amadas, que não precisem de muitas palavras para evangelizar.

Esperamos uma Igreja missionária, próxima, dinâmica e solidária, que abandone o confortável critério pastoral do “sempre se fez assim” e repense a evangelização das suas comunidades para ser mais fiel ao Evangelho.

Sentimos a necessidade de comunidades capazes de saírem das vedações protegidas do hábito, para ir ao encontro do outro onde ele está, independentemente da sua condição socioeconómica, da origem, do status legal ou da orientação sexual. Uma Igreja que possa ser compreendida por todos, conforme ao Mestre. Pois, muitas vezes, as nossas palavras, os gestos e os rituais são de difícil compreensão para quem não pratica assiduamente. Estamos conscientes disto?

Quando as nossas linguagens têm dificuldade em se conectar com a vida, com as questões de sentido e com as perguntas fundamentais que todo o ser humano traz consigo, cria-se uma distância fria, sendo a principal delas a dificuldade em dialogar com o mundo juvenil: adolescentes, rapazes e raparigas, jovens adultos parecem falar um idioma que pouco tem a ver com o da Igreja. E esta realidade prejudica o futuro comum e a comunhão inter-geracional.

Esperamos que o caminho da Igreja não se torne numa ruela seca, afastada da cidade, com password (ou reconhecimento facial) para entrar e muitos objetos (porventura preciosos) pelo caminho que façam tropeçar. Desejamos que a Igreja se mantenha uma proposta alternativa, mas radicada na encarnação e ao serviço da carne de Cristo.

 

Giovanna Campagnolo é gestora de recursos humanos e formadora na área comportamental.
Mara Campagnolo é irmã da congregação do Sagrado Coração de Jesus de Maria Schininà.

 

“As estatísticas oficiais subestimam a magnitude da pobreza e exclusão em Portugal”, denuncia Cáritas

7MARGENS antecipa estudo

“As estatísticas oficiais subestimam a magnitude da pobreza e exclusão em Portugal”, denuncia Cáritas novidade

Ao basear-se em inquéritos junto das famílias, as estatísticas oficiais em Portugal não captam as situações daqueles que não vivem em residências habituais, como as pessoas em situação de sem-abrigo, por exemplo. E é por isso que “subestimam a magnitude da pobreza e exclusão em Portugal”, denuncia a Cáritas Portuguesa na introdução ao seu mais recente estudo, que será apresentado na próxima terça-feira, 27 de fevereiro, na Universidade Católica Portuguesa do Porto.

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Breves

 

Ver teatro que “humaniza” e aprender a “salvar a natureza”? É no Seminário de Coimbra

Atividades abertas a todos

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Empenhado em ser “um lugar onde a Cultura e a Espiritualidade dialogam com a cidade”, o Seminário de Coimbra acolhe, na próxima segunda-feira, 26, a atividade “Humanizar através do teatro – A Importância da Compaixão” (que inclui a representação de uma peça, mas vai muito além disso). Na terça-feira, dia 27, as portas do Seminário voltam a abrir-se para receber o biólogo e premiado fotógrafo de natureza Manuel Malva, que dará uma palestra sobre “Salvar a natureza”. 

Era uma vez na Alemanha

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No sábado 3 de fevereiro, no centro de Berlim, um estudante judeu foi atacado por outro estudante da sua universidade, que o reconheceu num bar, o seguiu na rua, e o agrediu violentamente – mesmo quando já estava caído no chão. A vítima teve de ser operada para evitar uma hemorragia cerebral, e está no hospital com fracturas em vários ossos do rosto. Chama-se Lahav Shapira. [Texto de Helena Araújo]

Vitrais e escultura celebram videntes de Fátima na Igreja da Golpilheira

Inaugurados dia 25

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A comunidade cristã da Golpilheira – inserida na paróquia da Batalha – vai estar em festa no próximo domingo, 25 de fevereiro, data em que serão inaugurados e benzidos os novos vitrais e esculturas dos três videntes de Fátima que passarão a ornamentar a sua igreja principal – a Igreja de Nossa Senhora de Fátima. As peças artísticas foram criadas por autores nacionais, sob a coordenação do diretor do Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima, Marco Daniel Duarte.

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