A Capela Sistina acolherá no dia 7 de maio os cardeais eleitores do novo Papa da Igreja Católica, conforme a decisão tomada esta segunda-feira pelos cerca de 180 cardeais já presentes em Roma.
A data foi escolhida de forma a permitir que os últimos cardeais eleitores possam, entretanto, chegar e a permitir igualmente que termine a novena de missas pelo repouso eterno do Papa Francisco.
Na congregação em que a data foi acordada estavam presentes cerca de 180 cardeais. Mas, dos 135 que podem eleger o 267º Papa, já participaram nos trabalhos pouco mais de uma centena. Entretanto, o Vaticano já informou que dois não participarão na eleição por motivos de saúde.
Até 7 de maio haverá diariamente uma congregação que permite ao conjunto dos purpurados refletir sobre o estado presente e os desafios da Igreja para realizar a sua missão na sociedade, nas diferentes partes do mundo, e travar um conhecimento mais aprofundados uns dos outros.
Na manhã do dia em que começa a eleição, será celebrada uma eucaristia solene Pro Eligendo Romano Pontifice, na qual participam os cardeais eleitores que, de tarde, seguem em procissão em direção à Capela Sistina para o início dos trabalhos do conclave.
O primeiro ponto consta de um juramento, mediante o qual cada eleitor se compromete a guardar sigilo sobre o que ali se passar, a recusar qualquer tentativa de interferência externa no processo eleitoral e a cumprir fielmente o ministério de Pedro como Pastor da Igreja Universal, caso seja eleito.
Findo o juramento, o mestre das celebrações litúrgicas pontifícias ordena a saída de todos os que não sejam eleitores, excetuando ele próprio e o clérigo encarregado de fazer a meditação sobre a grave responsabilidade assumida por cada eleitor, após o que também estes dois abandonam o local, fechando-se a porta (cum clave).
Já apenas com os cardeais, é recitada uma oração própria do ritual do conclave, após o que o cardeal decano pergunta se todos se acham prontos para encetar as votações ou se necessitam de esclarecimentos prévios.
Nessa primeira tarde no dia 7, deve realizar-se já a primeira (ou mesmo a segunda) votação e, nos dias seguintes, haverá duas de manhã e outras tantas à tarde, até que algum dos candidatos consiga uma maioria de dois terços. Como é conhecido, a comunicação com o exterior é feita através de sinais de fumo – negro quando o resultado é inconclusivo e branco quando já há Papa eleito. Os cardeais não podem enviar ou receber mensagens de qualquer tipo e por qualquer meio, nem seguir os meios de comunicação.
Se se verificar, ao fim de três dias, que ninguém conseguiu ainda uma maioria de dois terços, poderá verificar-se até um dia de interrupção das votações, dedicado à oração e reflexão e troca de opiniões entre os cardeais.
Mal haja um Papa eleito, é de imediato chamado o mestre das celebrações litúrgicas e o secretário do Colégio Cardinalício. É então que o decano do Colégio inquire o eleito sobre se aceita a eleição e qual o nome que pretende adotar. Feita a ata, o novo sucessor de Pedro adquire “plena e suprema autoridade sobre a Igreja universal”, encerrando-se, então, o conclave.
Os atos que se seguem irão passar-se já no balcão da Basílica de S. Pedro, diante da multidão que ali costuma concentrar-se, ao saber do fumo branco (e do toque dos sinos que se lhe seguem). Aí o cardeal protodiácono anuncia o conhecido Habemus Papam e, poucos minutos depois, comparece no local o Papa eleito, o qual concede a bênção apostólica Urbi et Orbi (à cidade e ao mundo).
Nesse momento, começam os hermeneutas a trabalhar.





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