Conferência no Vaticano propôs medidas de mais proteção contra o abuso infantil na Internet

| 18 Nov 19

Criança com mini-computador: a proteção dos mais novos em relação à rede deve ser mais eficaz, concluiu a conferência. Foto © Ra Boe/Wikimedia Commons

 

Estabelecer um organismo de consulta entre as empresas da Internet; mobilizar as grandes religiões do mundo para lançar um movimento global para proteger as crianças em relação ao online; promover o intercâmbio de experiências na prestação de serviços de resgate e tratamento infantil; e incentivar as autoridades a agir de maneira eficaz, usando legislação apropriada e medidas executivas são algumas das medidas decididas no final da Conferência Internacional de Promoção da Dignidade Infantil Digital, que decorreu no fim da semana passada, no Vaticano. A iniciativa pretendeu reunir várias empresas do setor tecnológico com organizações religiosas, pretendendo ser um passo na luta contra o abuso infantil no mundo digital.

“Precisamos de trabalhar em conjunto e isso depende de esta reunião ser um ponto de partida ou apenas mais uma conferência”, afirmara Carlo d’Asaro Biondo, presidente dos parceiros estratégicos da Google na Europa, Médio Oriente e África (EMEA), numa das sessões, que decorreram dias 14 e 15. A iniciativa pretendeu reunir várias empresas do setor tecnológico e organizações religiosas, numa luta contra o abuso infantil no mundo digital.

“É desta forma que eu procuro fazer uma proposta específica e efetiva: a Google está aberta à ideia de criar, depois da conferência, um conselho permanente de companhias tecnológicas e organizações religiosas para procurar uma solução junto dos acionistas em relação a este grave problema”, acrescentara o responsável.

Entre os seis objetivos estabelecidos, está o de mobilizar as grandes religiões do mundo: foi proposto um organismo de consulta que informe e envolva crentes de todas as religiões de forma a promover uma campanha de conscientização popular para melhorar a proteção infantil online.

No que diz respeito ao intercâmbio de serviços de resgate, os responsáveis presentes concordaram em convocar uma mesa redonda sobre serviços às vítimas, incluindo nela especialistas na identificação e tratamento das vítimas “para promover a implementação de uma abordagem centrada nas vítimas”.

A promoção de “legislação apropriada” foi outra medida considerada importante, a par do incentivo que deve ser feito às autoridades para que atuem de modo eficaz. As leis devem ser apropriadas aos novos desenvolvimentos digitais, tecnológicos e sociais, de modo a permitirem combater “atividades criminosas que prejudicam a vida e a dignidade das crianças”.

Na conferência, além da Google, participaram também representantes da Amazon, Microsoft, Facebook e Apple, que deram igualmente o seu acordo à ideia do responsável da Google.

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